terça-feira, julho 10, 2007

Querendo postar mas a vida rodopeia!

Já faz um tempo que quero postar sobre '13 Homens e um Novo Segredo' e 'Shrek Terceiro', mas meus dias andam meio malucos. Mudança de casa após 18 anos, novas e empolgantes propostas, consequentemente, decisões difíceis e dias tumultuados tentando entender algumas coisas boas que andam acontecendo. Melhor assim!
E como não tem tido muitos filmes bons no cinema, eu não tenho conseguido relaxar muito. E 'Wood & Stock' no Cine Praia Grande eu não pego! Já passei por isso no Guarnicê e já tenho sofrido o bastante com o Quarteto Fantástico. Chega!

domingo, julho 08, 2007

Duas coisas:

1ª: Os problemas de espaçamento de linhas do meu blog voltaram.

2ª: Chegou ao fim os vídeos do "Esquilo Dramático". É bonitinho e engraçado, mas não posto mais!

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- Uma terceira coisa: Lendo o post abaixo, percebi que o texto que escrevi não ficou muito bom. Faltou detalhes, exemplos e argumentos melhor elaborados que justificassem as conclusões que tirei do filme. Falei o básico sem me aprofundar muito. O filme continua ruím, só não tive a paciência de argumentar bem; mas não me culpo, o Quarteto Fantástico não me causa inspiração nenhuma e não pretendo mesmo voltar e melhorar o post. Vai ficar como está!

sábado, julho 07, 2007

À pedido...

À pedido de uma amiga que sempre posta aqui no blog (uma das milhares, nesse blog super bem-sucedido!), vou fazer uma coisa que não tô sentindo muita vontade; mas como agora o objetivo é tornar um pouco mais claro à essa cara amiga leitora um dos posts anteriores, vou explicar do que se trata O Quarteto Fantástico, até pra me redimir de meu erro ao achar que todos sabem que filme é esse. (Não acredito que vou fazer isso!)


(Uma respiração profunda) Bom! O Quarteto Fantástico é uma adaptação de uma revista em quadrinho, que pelo que fiquei sabendo, nem tinha o previlégio de ter uma revista única para si (Aqui no Brasil. Fora, não sei!), vinha atrás de uma outra de grande sucesso.

A estória começa com um desastre que atinge uma nave espacial, fazendo com que seus quatro tripulantes sofram modificações em seu organismo de forma a ganharem poderes especiais. O líder do grupo, Reed Richards, passa a ter o dom de esticar seu corpo como uma borracha. Sue Storm, a ex-namorada de Reed, ganha poderes que a permitem ficar invisível e criar campos de força. Johnny Storm (o piadista do filme), é irmão de Sue, e pode aumentar o calor do seu corpo e pegar fogo completamente, enquanto que Ben Grimm (Interpretado por um puta ator que não deveria está nesse filme) tem seu corpo transformado em pedra e ganha uma força sobre-humana. Quando retornam à Terra após o acidente, os novos poderes dos novos herois começam a se manifestar, fazendo com que todos tenham que se adaptar a eles e também à condição de celebridades que os poderes lhes trazem.

Como em quase todas as estórias inspiradas em quadrinhos, o Quarteto tem uma idéia boba, mas cheia de novas possibilidades. Contudo, nas novas adaptações (desde o excelente 'X-Men - O Filme'), temos essas estórias trabalhadas de uma forma bem mais elaborada, tornando aquelas situações incomuns em possibilidades de se trabalhar novos horizontes e conflitos, aproveitando o potencial dessas estórias. A apartir daí, os blockbusters passaram a não ser apenas sinônimos de ação, mas de drama também, e possibilitaram um novo padrão de qualidade para o filme jovem. Essa diferença fica clara quando comparamos os filmes de Batman dos anos 90, com as atuais adaptações de X-Men.

Então vem o Quarteto, com sua trama típica que já induz nosso julgamento e pre-conceito (pelo menos o meu. O da maioria, acho que não). Quando pensamos que aquelas personagens poderiam ser trabalhadas em seus novos contextos, como exemplo, as problemáticas de se ter um super-poder; vemos todos muito bem e alegres de serem as novas criatiaturas bizarras do pedaço, algo incoerente para quem acabou de sofrer uma transformação (se um adolecente estranha quando pêlos nasce, imagina um indivíduo que se descobre elástico!). Além disso, assitimos as maiores provas da falta de bom senso da direção e do roteiro com as piadinhas feitas aos bocados pelo personagem Johnny Storm, também pelo roteiro com furos e por cenas que causam constragimento por caírem no ridículo, ao tratarem os poderes dos personagens de forma cômica e indiscreta; uma grande falha, já que a estória tem alto teor fantástico, ou seja, uma grande possibilidade de cair no ridículo. E se mesmo que o filme não seja despretencioso, isso não significa que ele deva deixar de trabalhar tudo isso que falei acima.


Depois de 'estagiar' como diretor para Fox ao fazer o Quarteto 1, Tim Story consegue fazer um segundo filme melhor, mas ainda com cenas constrangedoras e com a maioria das falhas que já citei acima. A diferença desta continuação reside no falto de que no 1º filme, Tim Story não demonstrava talento algum em contar uma estória, não sendo capaz de comover ou causar empatia, e muito menos de ser conhecedor de alguns elementos importantes e essenciais para se executar tais tarefas; enquanto que neste segundo há uma evolução significativa nesse sentido.

Definitivamente, o Quarteto Fantástico não é um bom filme. Não sei esse texto seria uma crítica, mas acho que tá mais para um desabafo.

Espero ter sido claro, para descontar minha desatenção em um post anterior.

Esquilo Dramático in 2001 - Uma Odisséia no Espaço

Eu sempre digo "Chega dessa esquilo besta!", mas a cada novo vídeo criado, eu não resisto e posto.

Esse é fantástico!

sexta-feira, julho 06, 2007

Ponto-de-que?

Na boa! Pode parecer brincadeira, mas tava quase mudando o nome do blog de Ponto-de-Vista para Ponto-de-Cinema ou Ponto-Cultural. :p



Melhor não. Do jeito que tá, fica mais em aberto para quando eu quiser escrever sobre alguma outra coisa que não seja cinema ou correlatos.

Calafrios!

Abaixo, dois trechos de diferentes críticas sobre O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, ambos tirados de um mesmo site, do qual não sou muito fã. Vejam que sinistro:


"O melhor em 'Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado' é a falta de pretensão. O filme não pretende passar lições de moral ou mesmo mostrar personagens repletos de profundas crises psicológicas; a produção só quer que o espectador se divirta, nada mais do que isso." (What fuck...?!)

"...o filme é uma deliciosa e totalmente despretensiosa viagem pelo mundo juvenil dos super-heróis através dos carismáticos personagens criados por Jack Kirby e Stan Lee." (Bah!)


Sinceramente, isso me dá calafrios! Eu não sei se o que me incomoda mais é o fato de esses críticos elogiarem O Quarteto Fantástico ou se é a confusa idéia de despretenciosidade, mas acho que talvez eu esteja assim pelo fato dessas críticas parecerem mais com uma publicidade enrrustida. Tá certo! Nunca assisti a continuação de Quarteto, mas com certeza, o 1º foi uma experiência desagradável ao qual não gostaria de passar novamente. Mas quanto a essa coisa de 'ser despretencioso', isso não significa eliminar o bom senso em relação a narrativa ou investir em falas realmente 'despretenciosas'; ou pior, esquecer quem são os próprios personagens. Piratas do Caribe, sim, é um bom filme despretencioso.

terça-feira, julho 03, 2007

Esquilo Dramático - Versão Kill Bill

Uma Thurman arranjou um novo vilão pra se vingar!

domingo, julho 01, 2007

Falam por mim...

Não entendo muito de música, mas as duas canções abaixo são belíssimas (senso comum). Além das composições e das melodias, elas têm falado muito por mim. Talvez, mais sobre meus anseios e medos do que sobre quem sou, afinal é justamente sobre isso que elas tratam. Composições belíssimas e de grande sensibilidade que esmiuçam um pouco esses sentimentos de impotência diante da vida, quando o tempo e o mundo são dois elementos que nos tornam frágeis e vuneráveis; e na interpretação dos caras ai abaixo, são melhores ainda. Putz! Como são lindas!


Paciência - Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida e tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara(Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber. A vida é tão rara(tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para(a vida não para não...a vidanão para).


O Mundo é Um Moinho - Cartola

Ainda é cedo amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés.

sábado, junho 30, 2007

Esquilo Dramático

Cuidado! Cena chocante e de grande impacto.

Encontrei este vídeo no blog do crítico de cinema que costumo ler, e não podia deixar de postar.

Ao que percebi, o vídeo tá fazendo grande sucesso na internet. São apenas 3 segundos, o suficiente para fazer qualquer pessoa rir.

quinta-feira, junho 28, 2007

Lost (S03E22 e 23) - O Resgate

"Through the Looking Glass", o último episódio da 3ª temporada de Lost, traz os momentos mais tensos e emocionates da série, e pra quem assiste ou tem uma breve noção da estória, essa foto acima tem um grande significado, maior ainda para as personagens. Surprendente em sua narrativa (uma nova), esse último episódio consegue prender o telespectador e faze-lo se entregar para os eventos, de tal forma que ao assisti-lo, durante a maior parte do capítulo, não possuímos a mínima noção da narrativa ou da estória que está sendo contada, mesmo quando a inteligência e a criatividade dos roteiristas são características mais do que conhecidas por todos.

Dando início a partir de mais uma cena com um Jack problemático ainda fora da ilha (mas dessa vez tentando contra a própria vida), o episódio nos apresenta à flashes com um Doutor deprimido, viciado em remédios e alcólatra. Sem sequer nos explicar o porquê de todos os seus problemas, os roteiristas confiam na capacidade associativa de seus telespectadores, e o mais incrível, eles acertam (Normal! Eles nunca duvidam de nossa capacidade). Nesse episódio, enquanto vemos as consequências do sacrifício de Charlie, presenciamos a luta dos outros sobreviventes em busca do resgate, porém, isso tudo é feito de forma decidida e desesperadora por cada um dos personagens; uma luta constante pela fuga da ilha que vai de encontro aos misteriosos (e agora, urgentes) objetivos dos Outros.



Mantendo um clima tenso e castigante, o clímax das tramas reside em momentos delicados e sustosos, onde os personagens se encontram entre o resgate e a tragédia, deixando o telespectador em um estado desconcertantemente nervoso. Com poucas revelações mas muitas decisões e atitudes dos protagonistas, sobretudo das do Jack, temos a chance de presenciar o desfecho ou o clímax de conflitos desenvolvidos a muito, a exemplo, a cena em que Jack confronta o espetacula e odiável vilão Benjamin Linus, decidindo na força um embate sempre marcado por manipulações, mentiras e pela inteligência de seu rival. Mesmo Ben sendo um mentiroso e o mais manipulador dos vilões que já pude assistir (Diferente do habitual, já que o ator Michael Emerson é espantosamente realista e intenso em sua interpretação), acredito que aquilo que o personagem pensa sobre a ameaça que o resgate pode trazer a sobrevivêcia de todos os personagens que ainda estão na ilha, seja verdade; e vale resaltar que o ator tem esse poder e competência, mesmo após termos a plena certeza da capacidade de manipulação do personagem. Ainda sobre o embate, vemos o momento de maior pressão sobre Jack, que possui a vida de três personagens nas mãos, como resultado da chantagem de Ben para que ninguém seja resgatado.

Esse é outro ponto marcante em "Through the Looking Glass". Nunca em um só episódio tantos personagens morreram, provando a capacidade dos roteiristas de elevarem a série a um clímax, mesmo esta estando em seu meado. Há a primeira morte de um personagem de grande importância interpretado por um dos atores do elenco principal, algo ousado em si tratando de um série que faz de seus atores, ídolos. De uma beleza e sensibilidade incrível, a cena da tal morte acompanha detalhadamente o olhar do personagem enquanto este tem a certeza de que sua hora de morrer havia chegado, vislumbando cada momento até o último, nos dando a possibilidade de experimentar o sentimento fúnebre e a angustia do personagem ao mesmo tempo que este toma uma atitude inteligente e brava em prol do resgate.

Como de praxe nos season finales de Lost, as mudanças inevitáveis e sempre coerentes nos personagens tornam o Sawier numa figura fria após ter concluído sua vingança e Locke em um indivíduo mais misterioso do que fora na 1ª temporada. Quanto as outras mudanças, ficam em abertas, dando apenas a possibilidade de abrirmos conjecturas a cerca da reações dos personagens frente aos grandes fatos deste episódio.


Quando já não entendemos mais o que os flashes do Jack querem dizer, somos surpreendidos por uma das maiores revelações, fazendo-nos sentir totalmente desnorteados frente ao que vimos nos flashes. Tudo o que vimos é modificado e passa a ser entendido sobre um novo aspecto, além de nos revelar o que pode vir após a última cena passada na ilha do episódio, mais exatamente, a cena da 1ª foto deste post.

Para os que querem saber a revelação, selecione a parte escura logo abaixo:

(Spoilers) -Ao vermos Jack encontrar-se com Kate em seu flashback (não ocasionalmente, como já ocorreu diversas vezes), descobrimos que a estrutura trata-se na verdade de um flash forward, portanto vemos o futuro e não o passado como de costume, revelando-nos que os personagens vão em algum instante sair da ilha e os conflitos e problemáticas deles serão, agora, relacionados ao "não estar" na ilha, considerada em vários momentos da série como um suposto paraíso, já que nela cada um possuía uma nova chance de uma vida digna. Quanto ao Jack, descobrimos que seus problemas, na verdade, são resultado de uma obcessão em voltar à ilha, mesmo após toda sua luta para sair de lá e também à idéia de que a ilha é o lugar onde eles deveriam estar. A cena acaba com um pertubado Jack grintando que eles deveriam voltar, enquanto Kate, no seu habitual egoismo, dá as costas. Os roteirista trazem essa grande revelação a tona sem um furo no roteiro; um trabalho espetacular, sendo que por um bom tempo, eles nos fizeram acreditar que aqueilo se tratava de um passado.(Spoilers)











Agora, só em fevereiro de 2008! Uma angustiante espera!