Mostrando postagens com marcador curta-metragem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curta-metragem. Mostrar todas as postagens

sábado, agosto 09, 2008

Dois Curtas

Resisto em postar vídeos porque, geralmente, a maioria não assiste mesmo. Mas em si tratando desses dois divertidos e bons curtas, não consegui resistir, e aqui estão eles. Acho que não preciso avisar, mas insisto: Deixem o vídeo carregar por inteiro antes!

Um curta que mostra como uma edição pode terminar o roteiro.




Selton Mello defendendo as suas teorias "tarantianas".

terça-feira, novembro 06, 2007

Meu Primeiro Vídeo: "Infinito"

Abaixo, vocês poderão assitir ao meu primeiro vídeo. Trata-se de um "curtinha" experimental resultante do trabalho de uma cadeira do curso de comunicação. Dirigido por mim (Rafael Carvalhêdo), Agenor Barbosa e Pedro Canto, o vídeo mostra a fuga de uma garota pelos corredores de uma universidade deserta, enquanto ela é perseguida por algo.

Classificaria o vídeo como "tosco" ou "trash", não fosse tão trabalhoso e aprendesse tanto com a produção dele. Enfim, foi uma boa forma de experimentar a linguagem do cinema.

Quem puder, por favor, comente o vídeo: se a idéia estava clara, a impressão que ele passou e o que não funcionou. O comentário será um importante feedback para que nós avaliemos os erros e acertos no desenvolvimento da idéia do filme.

sexta-feira, junho 22, 2007

Festival Guarnicê de Cinema - 6º Dia

O 6º e último dia de exibição dos filmes competidores do festival foi o melhor. Nem um dos filmes exibidos que pude assitir deixaram a desejar, mas claro, digo isso dentro daquilo que consegui ver, já que não estive presente o dia inteiro no festival. Assisti a 6 filmes e 1 longa metragem, e só cheguei tarde mesmo porque estava fazendo figuração do novo curta de Francisco Colombo, ao qual ele havia me convidado para olhar a fase de produção do filme. Foi bem interessante, e no pouco tempo que participei, deu pra ter uma noção do que é um set de filmagem. Já o mais lamentável do último dia, foi a não exibição do filme "Ódio" de Breno Ferreira, que fora tão falado.

Quanto aos filmes que assisti, segue a lista abaixo:

Cão Sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca (longa-metragem)
-Quando comecei a assistir já haviam se passado 15 minutos, mas tudo que vi a seguir foi até claro pra mim. Depois, ao discutir com amigos sobre o longa, vi que minha visão estava completamente distorcida. O foco do confilto das personagens era outro, e não fui nem capaz de perceber uma série de coisas, que caso eu tivesse assistido os 15 minutos iniciais, teria compreendido. Pegar filmes do meio? Nunca mais!

Piruetas, de Haroldo Borges
-Esse foi o filme que mais me agradou no festival inteiro, ao lado do curta de animação "Vida Maria". Narrando a estória de um garoto e seu avô que têm suas vidas transformadas com a chegada de um circo e consequentemente de uma paixão para o segundo, "Piruetas" nos dá a possibilidade de desvendar as intenções e o subtexto tão elaborado das personagens, sem que necessitemos de falas óbvias e lugares-comuns, tudo através de cenas muito bem dirigidas e atuações excelentes, principalmente por parte do ator-mirim, que dá um show de carisma. O avô do garoto, apaixonado e rejuvenescido pela malabarista do circo, entristece ao saber que o picadeiro vai embora, restando ao curioso e engenhoso garoto ajudar o avô. Poucas falas e nenhum melodrama, é nos olhares e em cenas poucos incinuosas que desvendamos aqueles personagens, sem que o público sofra da tão comum subestimação por parte do diretor e cia. Simples, porém inteligente, possui a melhor direção dos filmes que pude assistir no festival.


Outros Filmes

-Identidade em Trânsito, de Daniele Ellery e Márcio Câmara
-Eisenstein, de Leonardo Lacca, Raul Luna e Tião
-Primeiro movimento, de Érica Valle
-O Evangélho Segundo Seu João, de Eduardo Souza Lima, João Moraes e Leornado Gomes


Considerações Quanto ao Festival

Não podia dizer outra coisa senão "excelente". Ouvi vários profissionais passarem pelo festival dizendo considerar um dos mais importantes do país. Eu acredito. Não participei de outros anteriores, por isso não posso fazer comparações, mas por si só julgo que me acrescentou e muito. Que venha o próximo!

domingo, junho 17, 2007

Festival Guarnicê de Cinema - 4º e 5º Dia

Nestes dois dias me superei. Assisti 18 curtas-metragens e um longa. Além dos filmes, estive bastante presente no curso de Produção de Audio e Vídeo, e confesso que fiquei bastante empolgado com essa coisa de escrever um roteiro e produzir um vídeo. Eu devia realmente ter participado dos outros festivais que passaram.

O curso ministrado pela produtora Clélia Bessa rendeu muitas dicas, como formatação de formulários e projetos, e até alguns contatos interessantes que podem ajudar em produções de audio e vídeo, fora que fiquei sabendo que é possível conseguir equipamentos e materiais de graça através da CTAV. Agora só resta criar.












Choque de Linguagem

Em um dos posts anteriores, eu disse que me aventuraria em outros cinemas. Acho que comecei por um bom terreno, o dos curtas. Pequenos e descomprometidos comercialmente, os curtas-metragens servem como experimentos, uma forma de expressão mais livre dos artistas e comunicadores, e até mesmo como um exercício de linguagem.

Alguns filmes que assisti foram verdadeiros choques de linguagem. Possuíam uma narrativa nada convencional e seus significados não estavam nem um pouco aliados às interpretações mais lógicas que constumamos ter em filmes mais comerciais (Isso não é uma regra). Surrealismo, simbolismo, expressionismo; formas mais vanguardistas de expressão acabam sendo alternativas mais criativas de contar uma estória ou tratar de algo, sendo as vezes, até as mais eficazes para determinados assuntos. Uma coisa é certa, sempre fica uma sede de reflexão e entendimento desses filmes que parecem tão complexos.

Filmes Assistidos

- Wood & Stock - Sexo, Drogas e Rock'n'roll (Longa-metragem), de Otto Guerra

-[(OPUS.(NÔUMENO)], de Felipe Moura

-O Eixo do Homem, de Marcius Barbiere

-Borralho, de Artuno Sabóia

-O Brilho dos Meus Olhos, de Allan Ribeiro

-Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba, de Thomas Farkas e Ricardo Dias

-"Yansan", de Carlos Eduardo Nogueira

-Sol de Amém, de Ives Albuquerque

-Adro da Candelária, de Alexandre Guerreiro

-Balada do Vampiro, de Estevan Silveira

-Juro que Vi: Matinta perera, de Humberto Avelar

-Cabaceiras, de Ana Bárbara Ramos

-"Memórias Sentimentais de um Editor de Passos", de Daniel Turini

-O Crime da Ulen, de Murilo Santos

-Redenção, de João Paulo Furtado

-Trash in Rio, de Luis Fernando Reis

-Lady Christiny, de Alexandre Lino

-Olhar da Violência, de Márcio Moreira

-Remando Contra a Maré do Atrazo, de Leonício Aires da Silva

sexta-feira, junho 15, 2007

Festival Guarnicê de Cinema - 2º e 3º Dia

O melhor e o pior de um Festival é o fato de ter milhares de coisas que você poderia fazer e desfrutar. Como um só, tenho que escolher o que julgo mais interessante. O problema é que tudo é muito interessante no Guarnicê; e se já estou inteiramente envolvido no festival nas tardes dessa semana, gostaria de ser dois para participar dos eventos que acontecem paralelamente.

Gostaria de ter assistido a mais filmes, só não o fiz porque pela tarde, das 2 às 5, estive presente no curso de Produção de Audio e Vídeo, também pelo festival, que aliás, tem sido muito exclarecedor quanto às estruturas do cinema em grande escala. Assisti nos dois últimos dias 15 curtas metragens, mais vários comerciais de televisão e vídeo clips que competiram no festival. Vou citar e comentar alguns dos curtas-metragem.

Filmes Assistidos

Origem dos Nomes
-O filme narra o mito dos kayapó-Xikrin, mostrando o ritual da tribo indígena. Talvez o maior erro do filme seja o fato dele não apresentar ao público em geral o próprio mito, que se torna na tela algo incompreensível. Outro ponto negativo, são as interpretações dos atores em estilo teatral, totalmente inapropriadas para o cinema.

Era uma Vez...
-Tudo começa numa noite, com uma jovem fantasiada de fada em um ponto de ônibus. Ao embarcar, ela senta ao lado de um senhor, um ladrão. O que se segue, são surpresas agradáveis e interessantes a cerca das personagens. Contradições nos comportamentos, decorrentes do estado emocional deles, tornam-se o vetor do curta. Um ótimo filme que transforma os personagens em figuras complexas e ambíguas em pouco tempo.

Vida Maria
-Um curta surpreendente. Vida Maria dedica-se a contar o ciclo da mulher do interior nordestino do Brasil, onde a ignorância é o principal motivo da mizéria da vida daquelas pessoas. O curta começa com uma pequena "Maria" tentando escrever o próprio nome num caderno velho, e logo é interropida pela mãe, que manda a criança lavar roupas. Daí vemos toda a vida da pequena "Maria" em um incrível plano sequencia (o primeiro que vi em uma animação) em que a personagem cresce, casa-se, tem filhos e no fim reprime outra "Mariazinha" sua filha em planos idênticos ao inicial, só que agora com o corpo da mãe da protagonista em um caixão no meio da sala. Sem se preocupar em retratar as figuras humanas de forma realista, o curta torna mais expressiva ainda as marcas físicas da mizéria. O ambiente sertanejo é incrivelmente retratado e detalhes como as marcas de expressão no rosto das personagens e o balançar da câmera, como se houvesse um câmera-men andando (algo típico de plano-sequência), dão um brilho ao curta. Belo e cativante, o curta recebeu forte aplausos.

Leonel Pé-de-Vento
-Leonel é um garoto que nasceu pé-de-vento, ou seja, vive sempre cinco metros acima do chão. Por causa disso, Leonel viveu isolado até o dia em que é visto por uma garota. Impresionada, ela decide ajuda-lo, e descobre que se ele ficar inteiramente feliz, voltará ao chão. A garota resolve então se tornar amiga de Leonel, e isso foi o suficiente para deixa-lo feliz por completo. Esse curta de animação possui um estória simples e com um final previsível, mas é na sua metáfora que o filme surpreende, mostrando que assim como Leonel necessitou da aceitação da garota para se resolver em suas diferenças, a aceitação daqueles que são diferentes é fundamental para evitar o isolamento.

Outros Filmes

-Quando o Tempo Cair
-O Som da Luz do Trovão
-Graçanaã
-Espeto
-No Rastro do Camaleão
-Cine Zé Sozinho
-Sete Minutos
-Akomabu - A Cultura Não Deve Morrer
-Sexodrama
-Orquestra de Batuque
-"O Senhor da Floresta"------------------------------------------------------A Estória da Figueira

terça-feira, junho 12, 2007

Festival Guarnicê de Cinema

Ontem teve ínicio o 30º Festival Guarnicê de Cinema, no Centro de Criatividade Odilo Costa Filho. Como pretendo desta vez me envolver bastante com o festival, estive presente já na estréia e pretendo também estar por lá até o dia 17, pra descontar os festivais que perdi. Muitas oficinas, workshops, palestras e exibições, nem sei o quê fazer e em qual tempo, mas já pretendo ver alguns debates e vou me esforçar pra assistir a alguns filmes. Inscrevi-me em um Curso de Produção Audiovisual e no Workshop Múltiplas Faces de um Ator, dos vários que tinham por lá, mas vou mesmo me dedicar às exibições.

Repercutindo a Abertura

Cheguei meio atrazadão! Mas não o suficiente para perder a solenidade e muito menos o mais importante, os filmes. Quando entrei no Odylo Costa Filho, encontrei logo várias caras conhecidas e me juntei a alguns amigos. Ganhei até um mingual de milho. Uma "musiquinha" chata, tema do festival, ficava tocando insistentemente, mas insistentemente mesmo, não trocavam ela por nada. Então fiquei conversando qualquer coisa com o pessoal até a hora de entrar. A "musiquinha" tocava. Uns dois atores famosos de cinema já estavam por lá. A "musiquinha" tocava e enjoava.......... : /

Chegando a hora da Solenidade de Abertura, entrei muito tarde no teatro e não tinha mais onde sentar (Droga!). Aconteceu então a Solenidade, bem básica, nada que tirasse o brilho dos reais objetivos do Festival; acontecia o mesmo blá blá blá de cerimônia, mas sempre embalado pela "musiquinha", que eu não aguentava mais. Falando nela, já dava pra perceber que era alvo de comentários e murmúrios no evento; e a "musiquinha" parece mais a chata trilha sonora daquele jogo "The Sims". Encerrada a cerimônia, foi a vez da exibição do vídeo de animação do festival, que precede os vídeos. (Embalado por quem? ... Pela 'musiquinha'!)...... * [

Começou os filmes e me dei conta de que eu estava em pé...(Droga!). Na doida (O que não faço pra assistir a um filme) sentei no chão mais a frente, enquanto ficava uma multidão "chique" atrás em pé. Não demorou muito, estavam todos sentados no chão também. Passado um tempo, um pessoal de uma fila, duas mulheres e um homem, resolvem sair de lá. Elas passam tranquilamente por mim e ele se desequilibra, dando um forte pisão na minha perna. Era Norton Nascimento. Ele pede desculpas, eu aceito e o cara vai embora.

O que eu não faço pra assistir a um filme?!..... : p


Comentários do Filmes

Apesar do que disse acima, valeu a pena ter assistido, muito! Pude ver como o cinema maranhense, por incrível que pareça, tem suas preciosidades e cineastas realmente talentosos. Dos seis filmes exibidos, só um não me agradou mesmo. Vou fazer um curto comentário do que pude perceber de cada um.

Na Terra de Caburé, de Murilo Santos: É um ótimo documentário em curta, que faz um apanhado histórico dos conflitos entre os indíos Teneteharas e os missionários Capuchinhos da região de Barra do Corda. Traz uma visão ampla da história, dando enfoque aos dois lados do conflito. É eficiente em levar, em poucos minutos, uma noção completa da história para o público.

Jardins Suspensos, de Euclides Moreira: Dos curtas exibidos, foi este que mais me agradou. As imagens mostradas do Centro Histórico de São Luís são quase poéticas, sempre retratando nas poesias das legendas que entremeavam as imagens, um saudosismo que refletia o que aquelas construções foram, e como aquela natureza, hoje, toma conta de si própria. Depois do lado belo das imagens de verdadeiros jardins supensos em telhados coloniais, o documentário se propõe a denunciar o descaso com essas construções. Tudo muito bem pontuado por uma ótima trilha sonora.

Rosas, de Ione Coelho: É um bom filme. Apesar de despretencioso no roteiro, exibe planos interessantíssimos. A estória se revela de maneira prazerosa quando vemos uma viúva, que visitava seu finado marido, dando de cara com outra aparente viúva triste no túmulo do falecido.

Litânia da Velha, de Frederico Machado: Conta a estória da simpática velhinha sem rumo. Ela abandona seu casebre e vagueia pela Centro Histórico enquanto perde as forças. No entanto, creio que funcionaria melhor sem a narração poética, que só não é dispensável por ter seus bonitos momentos. Neste filme percebi o quanto conheço cada canto do Reviver.... : )

Filé com Fritas, de Murilo Santos: Este não me agradou nem um pouco. Estória meio boba de um casal que vai a um restaurante e lá tem um indivíduo que observa constantemente a mulher, o marido furioso mata o indivíduo lá mesmo e uma manchete nos jornais afirma : "Cego foi assassinado em restaurante". A piada funciona, mas o filme em si é marcado por atuações que não convencem, exceto a de Murilo Santos, que além de convencer muito, arranca risadas do público.

Bom Te Ver, de Francisco Colombo: Outro preferido. Só a idéia de documentar, em entrevista, um pouco da vida daquela personagem já é ótima. O curta trata-se de uma entrevista com uma figura maranhense, uma ousada e "pra frente" atriz dos palcos do Maranhão (Desculpe! Mas não lembro o nome dela. O filme nos dá uma oportunidade de saber). Ela é puro carisma!.....................................
Frase da personagem: "Sou filha de pais separados...sou filha da puta. Na minha certidão não tinha o nome do meu pai."


Hoje prefiro pensar que o cinema maranhense sofre mais com limitações do que com erros de quem o produz. Há bons artistas e boas visões dentro do Estado, mas a escassez deles é uma questão bem mais complexa do que imaginamos.
Quem estiver interessado em acompanhar o festival, logo abaixo, nos coments, tem a programação.