Um curta que mostra como uma edição pode terminar o roteiro.
Selton Mello defendendo as suas teorias "tarantianas".
O 6º e último dia de exibição dos filmes competidores do festival foi o melhor. Nem um dos filmes exibidos que pude assitir deixaram a desejar, mas claro, digo isso dentro daquilo que consegui ver, já que não estive presente o dia inteiro no festival. Assisti a 6 filmes e 1 longa metragem, e só cheguei tarde mesmo porque estava fazendo figuração do novo curta de Francisco Colombo, ao qual ele havia me convidado para olhar a fase de produção do filme. Foi bem interessante, e no pouco tempo que participei, deu pra ter uma noção do que é um set de filmagem. Já o mais lamentável do último dia, foi a não exibição do filme "Ódio" de Breno Ferreira, que fora tão falado.
Nestes dois dias me superei. Assisti 18 curtas-metragens e um longa. Além dos filmes, estive bastante presente no curso de Produção de Audio e Vídeo, e confesso que fiquei bastante empolgado com essa coisa de escrever um roteiro e produzir um vídeo. Eu devia realmente ter participado dos outros festivais que passaram. Filmes Assistidos
- Wood & Stock - Sexo, Drogas e Rock'n'roll (Longa-metragem), de Otto Guerra
-[(OPUS.(NÔUMENO)], de Felipe Moura
-O Eixo do Homem, de Marcius Barbiere
-Borralho, de Artuno Sabóia
-O Brilho dos Meus Olhos, de Allan Ribeiro
-Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba, de Thomas Farkas e Ricardo Dias
-"Yansan", de Carlos Eduardo Nogueira
-Sol de Amém, de Ives Albuquerque
-Adro da Candelária, de Alexandre Guerreiro
-Balada do Vampiro, de Estevan Silveira
-Juro que Vi: Matinta perera, de Humberto Avelar
-Cabaceiras, de Ana Bárbara Ramos
-"Memórias Sentimentais de um Editor de Passos", de Daniel Turini
-O Crime da Ulen, de Murilo Santos
-Redenção, de João Paulo Furtado
-Trash in Rio, de Luis Fernando Reis
-Lady Christiny, de Alexandre Lino
-Olhar da Violência, de Márcio Moreira
-Remando Contra a Maré do Atrazo, de Leonício Aires da Silva
O melhor e o pior de um Festival é o fato de ter milhares de coisas que você poderia fazer e desfrutar. Como um só, tenho que escolher o que julgo mais interessante. O problema é que tudo é muito interessante no Guarnicê; e se já estou inteiramente envolvido no festival nas tardes dessa semana, gostaria de ser dois para participar dos eventos que acontecem paralelamente.Filmes Assistidos
Origem dos Nomes
-O filme narra o mito dos kayapó-Xikrin, mostrando o ritual da tribo indígena. Talvez o maior erro do filme seja o fato dele não apresentar ao público em geral o próprio mito, que se torna na tela algo incompreensível. Outro ponto negativo, são as interpretações dos atores em estilo teatral, totalmente inapropriadas para o cinema.
Era uma Vez...
-Tudo começa numa noite, com uma jovem fantasiada de fada em um ponto de ônibus. Ao embarcar, ela senta ao lado de um senhor, um ladrão. O que se segue, são surpresas agradáveis e interessantes a cerca das personagens. Contradições nos comportamentos, decorrentes do estado emocional deles, tornam-se o vetor do curta. Um ótimo filme que transforma os personagens em figuras complexas e ambíguas em pouco tempo.
Vida Maria
-Um curta surpreendente. Vida Maria dedica-se a contar o ciclo da mulher do interior nordestino do Brasil, onde a ignorância é o principal motivo da mizéria da vida daquelas pessoas. O curta começa com uma pequena "Maria" tentando escrever o próprio nome num caderno velho, e logo é interropida pela mãe, que manda a criança lavar roupas. Daí vemos toda a vida da pequena "Maria" em um incrível plano sequencia (o primeiro que vi em uma animação) em que a personagem cresce, casa-se, tem filhos e no fim reprime outra "Mariazinha" sua filha em planos idênticos ao inicial, só que agora com o corpo da mãe da protagonista em um caixão no meio da sala. Sem se preocupar em retratar as figuras humanas de forma realista, o curta torna mais expressiva ainda as marcas físicas da mizéria. O ambiente sertanejo é incrivelmente retratado e detalhes como as marcas de expressão no rosto das personagens e o balançar da câmera, como se houvesse um câmera-men andando (algo típico de plano-sequência), dão um brilho ao curta. Belo e cativante, o curta recebeu forte aplausos.
Leonel Pé-de-Vento
-Leonel é um garoto que nasceu pé-de-vento, ou seja, vive sempre cinco metros acima do chão. Por causa disso, Leonel viveu isolado até o dia em que é visto por uma garota. Impresionada, ela decide ajuda-lo, e descobre que se ele ficar inteiramente feliz, voltará ao chão. A garota resolve então se tornar amiga de Leonel, e isso foi o suficiente para deixa-lo feliz por completo. Esse curta de animação possui um estória simples e com um final previsível, mas é na sua metáfora que o filme surpreende, mostrando que assim como Leonel necessitou da aceitação da garota para se resolver em suas diferenças, a aceitação daqueles que são diferentes é fundamental para evitar o isolamento.
Outros Filmes
-Quando o Tempo Cair
-O Som da Luz do Trovão
-Graçanaã
-Espeto
-No Rastro do Camaleão
-Cine Zé Sozinho
-Sete Minutos
-Akomabu - A Cultura Não Deve Morrer
-Sexodrama
-Orquestra de Batuque
-"O Senhor da Floresta"------------------------------------------------------A Estória da Figueira
Ontem teve ínicio o 30º Festival Guarnicê de Cinema, no Centro de Criatividade Odilo Costa Filho. Como pretendo desta vez me envolver bastante com o festival, estive presente já na estréia e pretendo também estar por lá até o dia 17, pra descontar os festivais que perdi. Muitas oficinas, workshops, palestras e exibições, nem sei o quê fazer e em qual tempo, mas já pretendo ver alguns debates e vou me esforçar pra assistir a alguns filmes. Inscrevi-me em um Curso de Produção Audiovisual e no Workshop Múltiplas Faces de um Ator, dos vários que tinham por lá, mas vou mesmo me dedicar às exibições.