Blindness é o mais atual projeto cinematográfico do diretor brasileiro Fernando Meirelles, de parceiria Brasil-Canadá, no qual ele faz a adaptação da obra literária do famoso e premiado autor José Saramago. Intitulado em português como Ensaio sobre a Cegueira, Blindness é uma das grandes obras do autor, que conta a estória de uma terrível cegueira mundial. Após o momento em que um homem no meio do trânsito se descobre completamente cego, vemos a humanidade cair em uma verdadeira treva, na total cegueira que se alastra. Acompanhando a única mulher que não é afectada pela cegueira, a estória, então, passa a mostrar a humanidade mais voltado para si e para o que é humano, esquecendo das superficialidades da visão.Infelizmente, nunca li um livro de Saramago e nem sou exatamente um fã de Fernando Meirelles, apesar de achar excelente os seus dois últimos longas. No entanto, estou muito motivado a ler o livro e assistir ao filme, e quem sabe, tornar-me um leitor fiel de Saramago. Como se não fosse um cinéfilo e me sentindo um tanto desisnformado, soube apenas a poucos dias a respeito do filme e do blog que Meirelles tem atualizado sobre a produção do longa.
Confesso que, se ainda não sou fã de Meirelles, estou a pouco de ser, pois tamanha é a curiosidade que tenho por seus projetos que li praticamente o O Diário de Blindness quase todo em um só dia. E aconselho a todos que gostam de cinema ou que experimentam a arte. Meirelles relata fatos e detalhes a respeito da produção e das filmagens em textos interessantíssimos e cheios de analogias retóricas e às vezes divertidas. Entre os vários relatos, há um sobre seu primeiro e tenso encontro com Saramago em um restaurante na Espanha, outro sobre as difculdades em filmar uma cena dramática e densa com Julianne Moore, em que a atriz teria que interpretar um momento difícil de sua personagem sem ter feito as cenas anteriores, importantes para que a ela pudesse chegar ao ápice dramático necessário; ou mesmo detalhes, como as oficinas para figurantes, já que estes estariam atuando sempre (como cegos). E surpreendi-me ao saber que os figurantes, caso recebessem intrunções do diretor, seriam promovidos a atores e teriam seus salários quintuplicados, devido as particularidades do trabalho destes, o que fez os produtores impedirem de todas as formas Meirelles de trocar qualquer palavra com os figurantes.
Enfim, são 15 posts interessantes pra quem gostaria de ficar um pouco por dentro dos detalhes técnicos e dificuldades de produção em longas. Como sempre minha intuíção dá um parecer a cerca de qualquer filme e geralmente acertando, nada mais justo do que esperar ansioso pelo filme. Estou providenciando o livro!
Vai ser interessante ver São Paulo sob cegueiras.
Trailer:
Impressões sobre o trailer: O elenco por si só já impressiona e quanto ao trabalho fotográfico, não sei se é apenas uma estilização do trailer, mas parece ter a iluminação um tanto estourada e uma composição visual interessante. Por mais que seja caótico, aparentar ser coerente a trama. Mas enfim, antes de entender a estória e ver na íntegra, qualquer afirmação pode ser equívoca.