Ontem teve ínicio o 30º Festival Guarnicê de Cinema, no Centro de Criatividade Odilo Costa Filho. Como pretendo desta vez me envolver bastante com o festival, estive presente já na estréia e pretendo também estar por lá até o dia 17, pra descontar os festivais que perdi. Muitas oficinas, workshops, palestras e exibições, nem sei o quê fazer e em qual tempo, mas já pretendo ver alguns debates e vou me esforçar pra assistir a alguns filmes. Inscrevi-me em um Curso de Produção Audiovisual e no Workshop Múltiplas Faces de um Ator, dos vários que tinham por lá, mas vou mesmo me dedicar às exibições. terça-feira, junho 12, 2007
Festival Guarnicê de Cinema
Ontem teve ínicio o 30º Festival Guarnicê de Cinema, no Centro de Criatividade Odilo Costa Filho. Como pretendo desta vez me envolver bastante com o festival, estive presente já na estréia e pretendo também estar por lá até o dia 17, pra descontar os festivais que perdi. Muitas oficinas, workshops, palestras e exibições, nem sei o quê fazer e em qual tempo, mas já pretendo ver alguns debates e vou me esforçar pra assistir a alguns filmes. Inscrevi-me em um Curso de Produção Audiovisual e no Workshop Múltiplas Faces de um Ator, dos vários que tinham por lá, mas vou mesmo me dedicar às exibições. domingo, junho 10, 2007
Ser comunicador, ser parcial.
uma mídia com editoriais tendenciosos? A alternativa então é não trabalhar nesses meios? Para aqueles que estudam Comunicação, esse é um texto que talvez possibilite identificações; e para aqueles que só lêem, assistem ou escutam as notícias, ele pode revelar algumas dúvidas que alguns profissionais da área possuem.Há algumas poucas décadas atrás, uma das primeiras coisas que o estudante de comunicação aprendia é que ele devia ser imparcial. Pode parecer estranho, mas isso ainda acontece muito, sem nem precisar que os professores disseminem a tal idéia da imparcialidade, ela já se movimenta sozinha na cabeça do futuro comunicador, quase que inconscientemente (ao ponto de que o ato de escrever na primeira pessoa pareça ser um crime). Graças a Deus, essa realidade tem mudado, e expor a nossa própria opinião se tornou algo até "elegante" dentro dos meios de comunicação. Qual é o estudante que não sonha em ter a mesma credibilidade de Arnaldo Jabor? Quem é que de fato não gosta de expor suas opiniões?
Na coleção de questões em relação ao "ser comunicador" e em meio a esse confuso contexto, aos poucos fui tirando minhas conclusões e percebendo o quão delicada é essa profissão. Entendo, agora, que o comunicador deve sim expressar suas opiniões e idéias, mas tomando o devido cuidado para não impô-las ao seu público, tornando o seu espaço de fala e o de suas idéias mais como uma oportunidade de reflexão e questionamento, algo que o cinema já faz com propriedade (na forma de documentário). Quanto aos meio de comunicação, esses sim, devem ser imparciais, devem tomar a postura mais neutra possível, deixando o encargo de aliação ideológica para o jornalista, tornando-o mais livre para se expressar.
Visitando um site sobre o assunto, encontrei um texto interessante, escrito por Gustavo Barreto, editor de uma revista dessa linha. O texto define um pouco essa Imprensa Altenativa e ainda lança uma visão um pouco diferente da que mostrei aqui. Para os que chegaram até aqui, será interessante ler o que há no site: http://www.consciencia.net/2004/mes/06/barreto-alternativa.htmlquarta-feira, junho 06, 2007
Cotas para quem?
Isso só prova que os métodos de análise da UNB, baseado apenas em uma foto, é falho. E ser negro é bem mais do que ter a pele escura. Alguém mais pensa que eles devem rever esses critérios de avaliação?
Ou talvez a solução seja criar cotas para gêmeos...hehehe.
Grande ou pequeno?!
quarta-feira, maio 30, 2007
Olhando meus pontos de vista
Mudando de Assunto...
Logo, logo, um post sobre o season finale de Lost!
domingo, maio 27, 2007
Na 'teia' do Homem-Aranha 3
Quando vimos os dois primeiros filmes de o Homem Aranha, presenciamos a vida simples e humilde do jovem Peter Parker. Vimos como encarava o seu duplo dia-a-dia, como conciliava as obrigações de estudante, sobrinho, herói e de um homem apaixonado; e isso tudo sempre foi bem desenvolvido nos primeiros filmes. Enfim, o Homem Aranha nunca foi somente um exemplar dos filmes de super heróis e de ação, mas também de um drama pessoal, mas sob um contexto anormal.
No primeiro filme, soubemos como Peter Parker descobriu seus poderes; no segundo, como ele sofreu o isolamento social por conta da má administração de seus deveres e dos encargos que seus poderes lhe atribuem; já neste terceiro filme, olhamos um novo Peter Parker, que sabe de seus poderes e tem a consciência de que é superior aos outros, um Homem Aranha que é queridinho por Nova York. Vemos o ego inflado alterando a dignidade do personagem e levando-o, consequentemente, ao arrependimento, comum a pessoas que são auto-exigentes.É meio triste afirmar, mas nessa continuação não vemos o mesmo trabalho de desenvolvimentos das personagens, mesmo nessa trama interessante. O filme é irregular por acrescentar personagens, sub-tramas e vilões demais. Fica até difícil contar uma sinopse agora, levaria o pouco tempo que tenho pra atualizar esse blog , mas vou ser breve.

Peter Parker já planejando se casar com Mary Jane, acaba se desentendendo com ela por ter alcançado tanto êxito como o Homem Aranha, enquanto a carreira de atriz de sua namorada está indo mal. Ao mesmo tempo, o amigo de Peter, Harry Osborny, já é seu atual inimigo, e o triângulo amoroso envolvendo os três personagens ressurge. E novamente "ao mesmo tempo", um novo vilão aparece, o Homem Areia, o verdadeiro assassino do Tio de Parker.
esenvolvendo ... e mais outras. O triângulo amoroso se transforma num quatrilho, que se transforma num “pentágono amoroso” (Desculpe a falta de uma expressão adequada). Mais um novo vilão aparece, e assim vai. Tudo isso acontece em meio a dezenas de reviravoltas e subtramas. Muita coisa para um filme só e o público cai na "teia" de o Homem Aranha 3, a caótica narrativa.O tempo que os dois primeiros filmes usavam para desenvolver os personagens e seus conflitos em tramas bem mais simples, nesse filme é desperdiçado em excesso de estória. Como consequência, vemos em alguns momentos os personagens agirem sem que a gente possa entender os reais motivos de suas atitudes, o que leva a transparece um certo maniqueísmo pela falta de uma fundamentação (diga-se, motivação) para as atitudes dos personagens. Então, é muito provável que em alguns momentos, caso você assista, pense que a atitude de determinado personagem foi exagerada. --------------------------------------------------
Contudo, as cenas de ação são espetaculares (e elas não faltam, tem demais!), os efeitos são incríveis e com um trabalho de acabamento excelente, melhor que os anteriores. O longa possui grandes e divertidos momentos da estória do Homem Aranha, que agradarão aos fãs e a maioria também. O fato de terem incluido a farda escura do HA, soou quase como uma metáfora ao ego alimentado e ao desejo de vingança cultivado por Parker quando descobre que o assassino do seu Tio ainda esta vivo. Uma coisa é certa, não faltam momentos interesantíssimos no filme (o filme não falha nos seus elementos, mas na disposição deles), como a cena do surgimento do Homem-Areia (Fenomenal! Em ambos os sentidos) e o Peter Parker 'bad-boy', que ficou simplesmente hilário; e vale ressaltar o carisma e versatilidade de Tobey Maguire. E como ele também é bom na comédia!
Quanto ao vilão Venon, ele é demais! Ainda mais pra quem era fã do desenho.
Bom! O Homem Aranha 3 poderia ser mais, senão comprometesse o desenvolvimento das personagens em prol de um filme cheio de vilões e reviravoltas. Muitos que assistirem vão sentir falta de ver o cotidiano do Peter Parker. Eu senti. E confesso que acredito que só há uma resposta para o roteiro ter saído assim. Os produtores, a princípio tiveram a idéia de fazer dois filmes (como Piratas do Caribe) e acabaram se vendo obrigados a reduzir a estória (ou melhor, imprensar) para apenas um filme. Um exemplar dos blockbusters de ação e comédia, mas quanto ao drama, deixou a desejar. E como essa sempre foi uma das propostas da série, o filme acaba sendo inferior aos primeiros.
domingo, maio 20, 2007
Lost (S03E21) - O valor dos menosprezados
"Greatest Hits", com certeza, foi um dos mais comoventes episódios de Lost, apesar de ser um preparatório para o season finale deste 3º ano. Centrado em Charlie, o episódio ao mesmo tempo que mostra a planejamento dos sobreviventes para o ápice do conflito destes com Os Outros, desenvolve e trabalha o drama de Charlie, que se vê numa posição de elemento fundamental para que a primeira grande possibilidade de resgate dos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Air se conclua.
O mais bonito mesmo deste episódio foi o novo aspecto trabalhado na vida do roqueiro Charlie, enquanto este aguardava a morte. Autor do famoso e fictício single "You all everybody" tocado pela sua banda Drive Shaft, Charlie parece ter a importância de sua vida resumida a esse single. Um personagem que passou toda a sua jornada tentando alcançar uma estima e uma função relevante socialmente, tanto na sua vida antes de náufrago, quanto na própria ilha, onde o personagem foi diversas vezes regeitado pela trama e pelos personagens, o que parece ser um reflexo da dificuldade dos roteiristas que sempre se esforçavam para encaixar o roqueiro nos eventos. Menosprezado e vítima da desconfiança por ser um ex-drogado, Charlie passou por momentos de humilhação, sempre denotando uma baixa auto-estima e a luta pela conquista desta. Tanto que foi recorrente as cenas em que personagens descartam o roqueiro quando não precisavam mais de sua ajuda, enquanto este tentava se mostrar útil. O menosprezo pelo personagem foi também por boa parte do público, que não acreditavam na sua função na estória. Mas Lost não se trata só de mistérios e conexões, mas também de vidas. Charlie é uma delas.-----------------------------------------------------------------
estória singela e de uma jornada intimista, de um personagem que tenta lidar com a falta de auto-estima e com a sua "pequena patética vida" (frase recorrente na série, dita por personagens com os mesmos dilemas). Na melancolia e solidão diante da morte e do sacrifício, Charlie tem os supostos últimos momentos de vida marcados por lembranças simples, como a de seu primeiro mergulho em uma piscina com a ajuda de seu pai, em contraste aos grandes feitos do personagem, que ele nem mesmo percebe, mas que o tornam grande; o auto-sacrifício em prol do próximo, em prol de quem se ama.-----------------------------------------------------------------------------------
dele e de Hurley são memoráveis e dão o gostinho do que a série ainda pode ser, do que aqueles personagens ainda podem passar. Uma coisa é certa, quem assistir a esse episódio, terá medo da morte do roqueiro, por apenas entender a simplisidade do personagem. Eu, pelo ao menos, temo pelo personagem agora, mais que antes. ---------------------------------------Quanto aos rumos do season finale, pode-se esperar mais reviravoltas e muitas novidades de uma série que parece já morna e sem estórias a mais pra contar. A julgar pelo vilão, que está melhor que nunca, ainda prevejo muitos grandes momentos, como aquele puta final do episódio 20. Confesso que estou louco pra saber com vai ser o final dessa guerra entre os Losties e os Hosties, e qual é o grande segredo sobre Kate que será revelado no último episódio. Agora que Lost já tem seu término marcado para o fim de 2010, é só esperar e relaxar, sem medo de que a série caia no vazio da enrrolação. Mais três temporadas de 16 episódios...isso cheira a planos mais sólidos e roteiros melhores (isso é possível?!).
Decidi!
domingo, maio 13, 2007
Apenas erros...e um elenco especial.
Quando o cinema brasileiro nos anos 90 deu aquela avançada básica, todos ficaram empolgados. E era realmente pra tanto, pois filmes como Central do Brasil e O Que É Isso Companheiro lançaram trazendo novo fôlego ao nosso cinema. Já hoje! Não sei não. Dizem que estamos no mesmo processo, mas a decepção ainda é constante. Pesquisas mostra que o número de produções está diminuindo e dá pra contar nos dedos o número de Longas bons que o Brasil tem produzido. O tão comentado Ó Pai Ó, ou Ó Paí Ó é o exemplar das besteiras que tem sido feitas ultimamente. Neste post vou me dedicar a mostrar minhas impressões em relação a Ó Pai, Ó.O nome do filme que se trata uma expressão comumente usada na Bahia, significa o que diríamos aqui na seguinte forma: “Olha praí, olha!”, algo que não significa nada durante o filme, apenas é a transposição de um vívio dos personagens baianos para o título do longa.
O filme mostra o primeiro dia de carnaval dos habitantes de um cortiço, localizado no bairro da Barroquinha, logo abaixo do Pelourinho. Todo o conjunto de situações (Atenção! Digo, “situações” e não “trama”). Todo o conjunto de situações tem início quando impiedosa dona do pobre prédio fechara o registro de água para acabar com a festa de todos.Após isso, apenas vemos atores como Lázaro Ramos, Dirá Paes, Stênio Garcia
, Wagner Moura (Que mostra sua pior performance, isso porque admiro muito o ator, mas sua interpretação estereotipada não convence nem os mais lentos) sendo desperdiçados em situações engraçadinhas e em musicais inúteis. De onde o filme começa, ele se encerra. Sem uma evolução das personagens. Sem uma trama que se desenrole. O filme se trata apenas de confusões umas atrás das outras com o único intuito de fazer rir. Sapatões, travestis, gays, prostitutas, cornos, todos usados no filme da forma mais pejorativa e desrespeitosa possível como formula de escandalizar as confusões do filme. Sem contar, que retrata esses personagens como se fossem a marca da periferia nordestina. Engraçado?! Não deixa de ser, mas se é legal, é outra história.Contudo, como excelente ator que Lázaro Ramos é, o filme vale por uma cena em especial que este faz, no qual o seu personagem, Rock, discursa com toda a indignação contra argumentos racistas que ele escuta de outro personagem. Fica claro que o ator se inspirou em toda a raiva contida (ou não) em situações que ele deve ter sofrido durante a vida e na própria carreira. A cena é um espetáculo.
Tentando criar uma imagem mais vendável ainda da Bahia para o mundo todo através da bahianidade (e isso fica sempre claro, principalmente quando o filme tenta trazer conotações otimistas e divertidas para uma realidade infeliz), “Ó, Pai Ó” se propõe somente a isso, retratando um ambiente que todo gringo e brasileiro gosta de ver, e talvez por isso agrade uma maioria. Uma coisa é certa, mesmo que artisticamente falho, o filme vai ser divertido para a maioria dos nordestinos. Algumas identificações serão inevitáveis, do axé aos cabarés.
Erros e acertos
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300 foi um filme mundialmente esperado e tem feito um sucesso estrondoso. O primeiro a causar tanto rebuliço na indústria da sétima arte nesse ano de 2007.
Aqui no Brasil, a maior referência ao filme é o ator Rodrigo Santoro, que nele tem a sua participação mais significativa em um filme Hollywoodiano. Ele que já veio tendo experiências fora do país em filmes como As Panteras; na série de TV Lost e fez par romântico com Nicole Kidman no mais atual comercial do perfume Channel, neste filme interpreta o vilão Xerxes; e pela primeira vez é destaque num elenco internacional. -------------------------------------------------------
Essa parte da nossa historia já havia sido retratada pelo cinema, mas sem grande sucesso. Agora, em 300, ela é abordada de uma forma diferente, enveredando para uma narrativa fantástica e um visual inspirado pelos quadrinhos, o que resultou em momentos incríveis de imagens belíssimas. O filme foi todo filmado em estúdio e o fundo é todo virtual, tendo apenas os atores nas formas reais (pelo menos a maioria!). Isso possibilitou uma liberdade imensa na direção de arte e na criação dos cenários. As imagens foram extremamente bem elaboradas, chegando em alguns momentos a parecer verdadeiras obras de artes plásticas.
Contrapondo a grandiosa e a belíssima estética visual, a narrativa do filme já não tem tanto êxito, pior, não consegue prender o ânimo do público continuamente. A construção da narrativa é pobre e simples, deixando a desejar pela falta de conflitos e de uma elaboração mais detalhada e que pudesse desenvolver mais os personagens. Para piorar, sempre que a narrativa muda para a história da rainha, mulher de Leônidas, enquanto este está na guerra, o ritmo cai muito, pelo contraste grande entre as cenas de ação da guerra e os momentos fracos e desinteressantes da Rainha, com exceção da última cena desta.
------------------------------------------------------------------Quanto a tão esperada interpretação de Rodrigo Santoro. O ator não deixa a desejar, e se mostra um interprete versátil e de um bom senso aguçado, sabendo distinguir personagens em que pode exagerar daqueles que ele tem que ser bastante cuidadoso. Neste caso, ele interpreta com uma maior liberdade de criação, exagerando um pouco nas expressões do personagem, já que este se trata de um semi-deus e tem uma natureza essencialmente divina e andrógena. Uma interpretação forte e coerente. E assim ele crescer cada vez mais em Hollywood. ---------------------------------------------------------
Com ótimos momentos de ação e um visual incrível que supera até mesmo as falhas da narrativa e do roteiro mal elaborado, 300 é de fato um grande sucesso. E devia ser visto de forma exemplar para aqueles que fazem filme não tão bons, pois mesmo sem uma história boa, outros ponto são extremamente bem trabalhados de forma a compensar.
