<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012</id><updated>2009-11-10T02:04:44.359-02:00</updated><title type='text'>.Ponto-de-Vista.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>106</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-8543467868566547656</id><published>2009-11-05T12:07:00.004-02:00</published><updated>2009-11-05T13:06:21.625-02:00</updated><title type='text'>O velho Caetano (e bom)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SvLpPGF87dI/AAAAAAAAAzc/sNz0vduTVkU/s1600-h/poster_coracao_vagabundo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 146px; height: 217px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SvLpPGF87dI/AAAAAAAAAzc/sNz0vduTVkU/s400/poster_coracao_vagabundo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400635348713532882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entrei com muita expectativa na sala de cinema. A gente sempre espera ver algo surpreendente quando se trata de Caetano Veloso. A sinopse do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coração Vagabundo&lt;/span&gt; não dizia muita coisa, apenas ressaltava a presença de Paula Lavigne, Pedro Almodóvar, Michelangelo Antonioni, Gisele Bündehen, David Byrne e que o diretor Fernando Andrade "deixou o musico livre para dissertar sobre a saída de sua cidade natal, o sucesso no Exterior, a relação com Almodóvar e a separação de Paula Lavigne".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Algumas matérias de sites e jornais forma além: a atenção sobre a nudez de Caetano na cena inicial indicando a intimidade a qual o filme se propõe, a tentativa do diretor em apresentar o artista como um cara simpático e bem humorado às novas gerações, o medo de Caetano em envelhecer à preocupação em ser maquiado, as opiniões sobre quase tudo e a contestação da afirmação de Hermeto que o considerou um "musiquinho" afirmando ser a música americana a melhor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso está mesmo no filme, mas sem uma narrativa que nos atraia. Quem não gosta de Caetano poderá odiar o filme e mais ainda o artista. Então, melhor do que ver o filme é ouvi-lo. E como é bom ouvir Caetano no cinema! Sua voz fraca e violão primitivo crescem embalados com os arranjos modernos apresentados no álbum "A Foreing Sound" e a guitarra jovial de Pedro Sá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simpático Caetano que pretendeu ser apresentado a mim soou o mesmo Caetano com sua falsa-modéstia de sempre, do tipo que diz "eu não sou tão bom assim" quando quer afirmar o contrário, quando diz que não fala tão bem inglês  mesmo tendo feito composições na língua britânica e ter gravado um álbum cantando em português/inglês como foi "Transa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transgressão de Caetano no filme ou "intimidade" não está na cena em que ele aparece nu. Aliás, não se vê quase nada. O que &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SvLpzkE_y3I/AAAAAAAAAzs/aKn-GS7KKuE/s1600-h/coracao-vagabundo-644-01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 211px; height: 157px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SvLpzkE_y3I/AAAAAAAAAzs/aKn-GS7KKuE/s400/coracao-vagabundo-644-01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400635975237880690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;choca mesmo é o discurso sobre a velhice a partir de um homem velho que não se considera pejorativamente velho e que nunca se imaginou envelhecer como está hoje. Caetano nos ensino que o tempo dele é outro: o tempo de quem aprendeu a desacelerar e aprendeu que sempre há tempo sobretudo quando tem-se a idéia de que ele vai acabar num instante. Há mais vida, vontade e entusiasmo no Caetano de hoje, aos sessenta e tantos anos, do que naquele dos anos sessenta que gritava com impaciência e pressa: "É proibido proibir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: Paula Lavigne aparece estereotipada como chata no filme, Gisele Bündehen é absurdamente desnecessária na estória, Antonioni não diz muita coisa, Almodóvar podia ter dado um beijo na boca de Caetano que chocaria mais que o nu, e Pedro Sá não abre a boca. Mas o filme é bom? Não e eu gostei. Porque me fez refletir sobre o medo de envelhecer, porque é linda a cena do passarinho que pousa no ombro do companheiro de Caetano no Japão, porque Caetano continua sendo para mim uma referência estética artística e deu mais vontade de curtir o show dele aqui em São Luís, no dia 14.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval. Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal.  Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual. Já tem coragem de saber que é imortal&lt;/span&gt;" (O Homem Velho. Caetano Veloso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto escrito por meu amigo desblogado Alberto Junior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ótimo texto, Alberto; e interessante análise. Atrevi-me a por umas ilustrações, mania minha! Obrigado pela contribuição ao blog.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-8543467868566547656?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/8543467868566547656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=8543467868566547656&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/8543467868566547656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/8543467868566547656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2009/11/o-velho-caetano-e-bom_05.html' title='O velho Caetano (e bom)'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SvLpPGF87dI/AAAAAAAAAzc/sNz0vduTVkU/s72-c/poster_coracao_vagabundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-7550952547011338306</id><published>2009-10-27T12:23:00.002-02:00</published><updated>2009-10-27T18:52:27.989-02:00</updated><title type='text'>Crise Virtual, Filho Abandonado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No início você possue milhares de idéias. Idéias que você pretende gritar, exibir, defender e discutir. Daí surge um blog. São posts e mais posts, sempre constantes e tudo o que passa na cabeça é, de imediato, um novo texto em potencial. A internet fez maravilhas, configurou novos modos dos indivíduos se relacionarem e a blogosfera se mostrou um ótimo terreno para que cidadãos comuns e celebridades pudessem expor suas idéias ou a ausência delas. Comigo foi assim! Comecei cheio de ânimo, idéias e vontade de exibí-las. Ter esse espaço pessoal dentro de um veículo de comunicação interativo é empolgante, libertador e uma ótima forma de se exibir. E uma coisa é certa, a vontade de ter um blog está sempre acompanhada de um certo exibicionismo, da vontade de se mostrar. Seria ignorância de minha parte fingir o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que descobri a internet me vi um viciado. À princípio, eu a usava como fonte de pesquisa sobre produções cinematográficas (não podia comprar a revista SET!). Depois, com toda a intensidade da vida acadêmica, o ciberespaço se tornou quase fundamental na minha vida: contatos, pesquisas, estudos, diversão e o próprio entendimento da ferramenta internet. Ao mesmo tempo, tornei-me um viciado em Lost, e parte da série acontece em debates virtuais. Fiz, então, meus perfis virtuais: orkut, facebook, msn's, etc. Os meus impulsos de comunicador logo me trouxeram à blogosfera. Precisava falar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida virtual intensa. Então veio a minha monografia, possível graças a internet e aos sebos virtuais. Foram seis meses imerso! No auge da minha vida virtual descobri o Twitter, uma torrente de links e mais links, informações e mais informações, pessoas e mais pessoas, piração total. Então simplesmente parei, completa, subta e naturalmente. Houve uma espécie de saturação para mim desse ambiente, experimentava de tudo ao mesmo tempo e simplesmente comecei a perder o tesão por isso tudo.  Desde meados do primeiro semestre pouco acessava a internet. Olho meu orkut, hotmail, e mal. Mas essa tempo dado foi bom, um dos maiores perigos que há nessa era da informação é você se perder no meio delas, sem saber para onde ir e o que fazer. Sei que como uma comunicador preciso conhecer e experimentar todas essas ferramentas virtuais, analisá-las, reconhecer seus potenciais, mas como um usuário devo cobrar de mim a seletividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa minha crise virtual abandonei meu maior filho, o .Ponto-de-Vista. Não é um blog famoso, supervisitado, nem bem atualizado, mas é um espaço próprio, gostoso, de reflexão, que só a maravilha da internet poderia proporcionar. Nunca uma morcinha, nunca uma vilã, a internet vai ser sempre o reflexo de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao ciberespaço!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-7550952547011338306?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/7550952547011338306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=7550952547011338306&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7550952547011338306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7550952547011338306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2009/10/crise-virtual-filho-abandonado.html' title='Crise Virtual, Filho Abandonado'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-2193781409383852773</id><published>2009-07-05T12:42:00.004-03:00</published><updated>2009-07-05T15:41:13.588-03:00</updated><title type='text'>Who's bad?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu fazia a segunda série do primário, lembro que a Globo exibiu uma espécie de documentário ou algo parecido sobre Michael Jackson, mas não me recordo qual era a abordagem, não havia assistido, apenas pude escutar comentários eufóricos na sala de aula. Não vivenciei a era MJ, o seu auge. Fora esse momento de minha infância e outros raros, apenas agora, após a morte do cantor, que pude constatar novamente o significado dele para uma grande parcela de pessoas que puderam acompanhar a sua carreira e vivenciaram o cenário musical dos anos 80, enquanto a sua influência e originalidade na música pop sempre me pareceram óbvias. De resto, as tantas outras referências que eu tinha do cantor se tratavam das notícias sobre as esquisitices e escândalos, assim retratados pela imprensa, como as acusações de pedofilia e as mudanças físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As referências negativas foram tantas que, por maior que fosse o carisma de MJ, fiquei surpreso com o tamanho do impacto e a comoção de algumas pessoas. Esperava que houvesse mais críticas por conta da possível causa de sua morte, ou que uma visão negativa prevalecesse, mas parece que todo o caráter doentio insistentemente divulgado pela imprensa ou criticado por muitas pessoas se esvaziou, dando-me uma forte impressa de uma grande e horrível hipocrisia. Eu sei, não é nenhuma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, que pouco sabia sobre o cantor mesmo gostando de suas músicas, em todas as notícias e suposições negativas sobre o MJ, sempre pairava uma dúvida sobre quem era aquele artista ou aquela pessoa escondida por trás daquele rosto esticado, branco e inexpressivo; era uma imagem bizarra que, de alguma forma, criava uma desproporção no comportamento dele próprio, e eu não vi alguém ousar em tentar entender levemente alguns dos seus comportamentos. Ao contrário de hoje, que é muito conveniente que se esclareçam todos eles. Confesso que aquela imagem de MJ mostrando seu filho na sacada nunca me chocou de fato e que nunca consegui entender o processo de causa e efeito entre a gravidade daquela atitude e o espanto da imprensa. Mas claro, não era uma pessoa segurando um bebê em uma sacada, era um ET, e pior, um ET que já havia sido acusado de pedofilia. E na mente miúda de muitos formadores de opinião, a imagem de MJ era inquestionável, não importando seu passado e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu me questiono. Por que a mídia, muitas vezes, se mostra incapaz de tentar compreender razões invés de denegrir pelo fato em si? É, de fato, necessário que o indivíduo morra ou que a canalhice do seu pai seja novamente constatada para se entender o quão perturbado pela sua própria história essa pessoa era? Não sou nenhum ingênuo, o fracasso de uma estrela também é tão vendável quanto o sucesso e a sua morte, mas hipocrisia e oportunismo são sempre algo a se questionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ignorando os escândalos de outrora e nem apenas usando o termo "problemas familiares" para justificar mecânica e artificialmente as várias atitudes de MJ, como a maior parte da mídia tem feito no desespero de homenagear e "honrar" a imagem do artista - porque assim é que se se deve vender quando a estrela morre -, esse curto e ótimo &lt;a href="http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2009%2Fcolunas%2Fjabor_090703&amp;amp;OAS_sitepage=cbn%2Fcomentarios%2Farnaldojabor%2Fplayer"&gt;podcast da CBN&lt;/a&gt;, de forma cômica, reflete sobre a pergunta aberta pelo próprio cantor. Para ouvir clique &lt;a href="http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2009%2Fcolunas%2Fjabor_090703&amp;amp;OAS_sitepage=cbn%2Fcomentarios%2Farnaldojabor%2Fplayer"&gt;aqui&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom! Parece que biografias de verdade são feitas apenas depois que o personagem já morreu. Talvez, por isso, o cantor Roberto Carlos proibiu a sua de ser lançada recentemente!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-2193781409383852773?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/2193781409383852773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=2193781409383852773&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/2193781409383852773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/2193781409383852773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2009/07/whos-bad.html' title='Who&apos;s bad?'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-4269388480822695709</id><published>2009-02-09T17:04:00.000-02:00</published><updated>2009-02-09T18:04:29.684-02:00</updated><title type='text'>Diário de um "Usuário" Perdido I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o final da quarta temporada de Lost minha idéia era a de não postar mais sobre os episódios, pois já previa o quão complexa ficaria a trama da séria, então eu pretendia fazer apenas alguns comentários em momentos pontuais e importantes das duas últimas temporadas da série. Os dois primeiros episódios desta quinta temporada marcaram uma grande reviravolta, não só na trama, mas novamente na estrutura narrativa, agora mais imprevisível e confusa, porém incrivelmente adequada. No entanto, o que era pra ser apenas comentários desse momento marcante da série, com o novo episódio do dia 28, Jughead, tive que mudar a proposta dos posts que eu viria a escrever sobre a série. Por conta de uma mudança tão drástica de um episódio para outro seguinte na minha percepção acerca da série, passarei agora a registrar um pouco das minhas reflexões acerca dos instigantes fatos e rumos desse encerramento, refletindo enfim sobre eu mesmo como exemplo de um telespectador que nunca se viu tão cheio de conflitos e sensações ambígua por um programa de TV - principal característica do telespectador de Lost, característica esta que dá sinais de uma nova relação do telespectador com a mídia -, o porquê disso tudo acredito que possa ficar claro com o decorrer dos posts.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Bom! O menos interessante para quem ler esses textos sobre a série (se alguém ler, pois considero sua extensão) é tentar entender meus argumentos e pontos de vistas, enquanto que perceber como reajo a esta seja bem mais importante para a compreensão da relevância da série nesse novo contexto dos meios de comunicação, em que os programas televisivos tendem a "abrir" links para novas informações e o telespectador ensaia ser um "usuário" desse espaço já não tão definido que é a televisão. E por essas razões meu maior objetivo com os textos sobre a série é o de tentar ser sincero na minha experiência enquanto telespectador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Reflexões do dia 24/01 sobre Because You Left e The Lie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SZCK1bS_LzI/AAAAAAAAAyU/PmBJpL1sNPI/s1600-h/815.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 289px; height: 123px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SZCK1bS_LzI/AAAAAAAAAyU/PmBJpL1sNPI/s400/815.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300889411880169266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Às vezes é preciso sentir falta de uma determinada coisa para descobrir a sua existência. Em Lost, atribui-se sempre ao seu sucesso a capacidade da série em tratar de fatos fantásticos dentro de um padrão de verossimilhança que não prejudique os dramas dos personagens, então vemos estórias com relativa profundidade, desenvolvimento minucioso e singelo, e uma carga dramática incomum para uma série de ficção científica que nos dá a impressão de que os personagens estão sempre em primeiro plano na trama, elevando a série a um nível de qualidade atípico para o gênero de ficção científica, sendo até confundida com drama em determinadas fases. No entanto, entender como isso ocorre, como esse drama se sobrepõe a ação ou como esse pano de fundo fantástico nos parece tão real e aceitável ao ponto de não comprometer o drama sempre foi um desafio, pelo menos pra mim, que nunca aceitei a afirmativa de que cuidadosos roteiros, excelentes atuações e ótimas direções foram suficientes para compor esse padrão da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estréia da quinta e penúltima temporada, aquele que talvez seja um dos maiores e principais elementos constitutivos desse aspecto da série é revelado, mas da pior forma, através da sua ausência. Logo no início dessa nova fase da série, descobrimos que existem fortes e terríveis conseqüências àqueles que permaneceram na ilha após a fuga de seis dos sobreviventes. Após ser "movida", a ilha - sempre tratada nos roteiros como entidade ou mito - passa a se locomover no tempo, fazendo com que os personagens que estão nela presenciem diversos fatos já ocorridos em vários momentos da história da ilha. Muito fantástico! Mas quando Lost não foi fantástico? O que faz dessa série algo tão sólido é justamente o fato de seus criadores saberem exatamente o que ela é, um entretenimento; mas uma série voltada para o divertimento que se faz pretensiosa, que não se prende aos moldes da aventura e da ficção científica, assim como não perdeu a oportunidade de desenvolver em uma trama que poderia, a princípio, ser apenas um drama sobre náufragos que precisam conviver entre si para sobreviver, mas desenvolvendo mitos dentro daquele ambiente; uma série que quebra os padrões estruturais de uma trama linear e os explora; que se utiliza da imaginação do telespectador pra enriquecer a si própria, quebrando o limite da tela e dando ao espectador minutos de poder, o poder de imaginar, assumindo limitadamente propostas narrativas ainda inovadoras em que o telespectador tem, indireta e experimentalmente, a capacidade de interação e construção de conteúdos. Os telespectadores-usuários de Lost já insistem em fazer isso pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inovações a parte, são os elementos fantásticos da série que mais importam e a forma com que eles parecem tão reais e aceitáveis para quem acompanha. Fora as respostas científicas, o tratamentos dramático e a força da interpretação dos atores, existe algo que está inserido na própria essência dessa série que compõe esse padrão, algo que leve à aceitação do inaceitável, sem a menor chance de cair no ridículo, como se fosse um desvio entre a afirmação radical de "Impossível! Isso não existe" para a questão "Mas o que é isso? E o que isso significa?". No primeiro episódio dessa quinta temporada a trama entra naquele que é o tema mais espinhoso e traiçoeiro na história do entretenimento (e por que não da física?), a "viagem no tempo". Bem elaborada, Lost prepara essa trama atual desde a terceira temporada ao criar conceitos que evitam o paradoxo típico dos roteiros que falam sobre o assunto, evitando que personagens do futuro possam modificar o passado ou assumindo a seu universo regras como: "O tempo é como uma rua. Podemos nos mover para frente e para trás, mas não podemos nunca criar uma nova rua. Se tentarmos fazer algo diferente, iremos falhar todas as vezes. O que aconteceu, aconteceu". Por esses e outros argumentos a série evita uma série de contradições e paradoxos temporais, inovando no tema, tornando esse inaceitável em algo mais crível. Mas durante toda a série algo a mais foi explorado que não apenas argumentos ou explicações científicas para fatos fantásticos, mas sim estratégias de concentração, de focalização da atenção do telespectador, assim como um mágico faz em sua performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a temporada anterior a trama conta com o personagem Daniel Faraday, bem interpretado por Jeremy Davies. Trata-se de um típico cientista excêntrico, especializado em física e em experimentos que envolvem o tempo. Quando a ilha passa a "surtar" e a ter seus saltos de tempo, comparados por ele como "saltos de um disco de vinil arranhado", o personagem serve como um guia para esse universo com regras próprias e diferentes. No entanto, a série nunca utilizou nenhum personagem dessa forma, nunca houve um guia em Lost, nenhum personagem esteve lá para explicar determinados fenômenos, principalmente entregar sua compreensão de bandeja ao telespectador. Se há uma descarga eletromagnética de grandes proporções na ilha, a única coisa que os personagens conseguem explicar é que o céu ficou roxo, e tudo que o telespectador sabe hoje sobre o fenômeno ocorrido na trama este descobriu aos poucos. Sempre fomos presenteados por informações, quando não desconexas, incompletas e cheias de novas questões para serem encaixadas, fato que sempre revelou a confiança dos autores na inteligência de seu público. Quando os sobreviventes que permanecem na ilha descobrem que o acampamento deles simplesmente desapareceu, logo Faraday aparece e os explica que "ele não desapareceu, pois ainda não existe" sugerindo a viagem no tempo. Mais a frente, os personagens dão de cara com uma escotilha que já havia sido completamente destruída há duas temporadas, mas completamente intacta, e novas explicações são dadas por Faraday. Em determinado momento, o personagem chega a falar para todos que eles podem estar "ou no passado ou no futuro". São falas cuidadosas, bem elaboradas pelos roteiristas, mas são explicativas, contextualizam e entregam com clareza a natureza dos fatos, quando a confusão típica que permeia os eventos fantásticos da série é que torna tudo mais aceitável e desloca a concentração do telespectador do fenômeno em si para a curiosidade acerca da natureza e significado deste, como sempre foi feito. Em circunstâncias normais, ou seja, em outras temporadas, o sumiço de um acampamento, a presença de pessoas que já morreram e o reaparecimento de coisas que já haviam sumido do mapa seria um belo prato de confusões na cabeça do telespectador, que antes de ter as respostas - que não seriam colocadas de forma tão óbvia -, especulariam sobre o significado de todos aqueles fenômenos, e a última questão que passaria por suas mentes seria a verdade e possibilidade daquilo tudo. Esse desvio de atenção do espectador atrelado ao ótimo tratamento das cenas, à ótima direção e outros elementos, são fundamentais nessa aceitação do telespectador ao que é improvável na vida real, resultando posteriormente em um casamento perfeito de drama e fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois primeiros episódios da quinta temporada vemos o equilíbrio desses elementos comprometido pela má utilização do personagem Daniel Faraday como um instrumento de respostas fáceis que põe em exposição para o telespectador - pela primeira vez pouco confuso sobre os novos fenômenos - tudo o que há de inverossímil nessa nova trama, e logo quando se trata de um tema tão fácil de cair no contraditório, ou no ridículo e na auto-paródia, como o de viagem no tempo. No entanto, a trama é muito bem elaborada e dá sinais de que permanecerá na coerência, inovando pelos novos conceitos de viagem no tempo, tema tratado em exaustiva tradição nas ficções científicas. Da mesma forma, as personagens continuam tão bem desenvolvidas, assim como os roteiros continuam extremamente cuidadosos, mas o equilíbrio que elevava a série a patamares privilegiados no gênero de ficção científica foi prejudicado e corre sérios riscos de se perder nessa trama que tende a ser cada vez mais explicativa. Vejamos para onde a série vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Reflexões do dia 30/01 sobre Jughead.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SZCLdedWdLI/AAAAAAAAAyc/4wct4VRKhEw/s1600-h/vastid%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 243px; height: 176px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SZCLdedWdLI/AAAAAAAAAyc/4wct4VRKhEw/s400/vastid%C3%A3o.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300890099923711154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Jughead é uma bomba, no bom sentido conotativo. No denotativo também. Jughead é o nome de uma bomba de hidrogênio testada pelos EUA no pacífico sul nos anos 50, e o episódio se trata sobre esse novo artefato. Uma constatação interessante é que o episódio faz uma enorme amarração de pontas, ou melhor, leva o espectador a organizar essa teia de informações desconexas através de informações aparentemente irrelevantes e cenas singelas. A tal e polêmica viagem no tempo da ilha continua a ocorrer e a cada clarão e sons ensurdecedores, os personagens se descobrem em outra época. Neste episódio, Locke, Sawier e Juliet estão na ilha do ano de 1954, descobrem que Os Outros têm a posse de uma bomba de Hidrogênio do governo americano, quando este invadia o local provavelmente a fim de fazer experimentos nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os dois primeiros episódios da temporada indicavam um possível esvaziamento do drama da série pelo tratamento comprometido dos elementos fictícios, algo que já expliquei; neste novo episódio tudo parece voltar ao normal. E não bastasse a dissipação do temor, a trama ganha contornos muito mais complexos, impressionando pela amplitude, pelo cenário macro, que pode envolver épocas que ainda não imaginamos e personagens que ainda nem vimos. Lost nos apresenta um mundo cada vez mais vasto e uma história impressionantemente ampla para uma série que a princípio levava o telespectador a acompanhar a vida de apenas 14 sobreviventes, trata-se de uma macro estória em um hiperseriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As viagens no tempo, que eram as protagonistas dos meus temores nos dois primeiros episódios, nesse terceiro se solidifica como uma nova estrutura narrativa. Uma das marcas de Lost foi o fato de incluir flashbacks de um de seus personagens por episódio, o que conferia a cada um o potencial protagonístico, e ao mesmo tempo negava a todos a centralidade da estória. Na quarta temporada, a série se reinventou estruturalmente ao incluir flashforwards com estórias do futuro dos personagens. Nessa atual temporada, as viagens no tempo assumem uma função estrutural semelhante, como se fossem longos flashs que deixaram de ser apenas uma estrutura narrativa para se inserir na própria narrativa, quase uma metáfora e referência aos tradicionais flashs da série. Essa nova composição não poderia ser inaugurada em momento mais coerente, pois as viagens no tempo se assemelham a grande flashs daquela que é a principal e maior personagem, a ilha, justamente quando a trama se amplia para muito além do que os personagens são capazes de explorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lost, a meu ver, é o experimento de um produto que tenta se expandir ao máximo, para além dos limites das narrativas tradicionais, explorando a vastidão de uma macro estória povoada por personagens curiosos e fascinantes. Lost é a materialização mais clara do atual desejo de se explorar as possibilidades, pela expansão (detalhamento) geográfica, temporal e potencialização de cada personagem como um protagonista; é a própria fomentadora de sua amplitude, os mistérios funcionam como pedaços perdidos de um mapa que nem sabemos o tamanho total. Seus telespectadores são sedentos e investigativos, desejosos do poder de controlar a estória a qual estão imersos; caso o controle remoto permitisse, seriam capazes de definir os rumos, criar &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SZCL61fJBmI/AAAAAAAAAyk/wEKAXek_Uww/s1600-h/cano+da+arma.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 227px; height: 128px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SZCL61fJBmI/AAAAAAAAAyk/wEKAXek_Uww/s400/cano+da+arma.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300890604321441378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;novas versões, ou acompanhar a vida de cada personagem, algo que a séria já nos oferece. A tridimensionalidade do mundo de Lost fica tão visível neste episódio que até uma imagem composta por um plano típico dos primeiros jogos 3-D - o da câmera que acompanha o cano de uma arma, semelhante ao jogo Doom -, foi utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Jughead, as proporções da trama chegam a ser incômodas ao telespectador tenso, esforçado em não perder ou esquecer de detalhes importantes. A desconcentração e dispersão do público é quase impossível, e a criatividade voa longe. Outra coisa fica bem mais evidente em Jughead, Lost forma uma nova linha de telespectadores, pessoas mais críticas, investigativas, criativas, inconformadas com o básico ou lógico, donas de novas idéias, participativas, ou seja, pessoas mais imersas nas questões do que preocupadas com as respostas. Deus abençoe os criadores dessa série por isso, o inconformismo nunca foi tão fomentado no mundo do entretenimento. São esses telespectadores que hoje são denominados de fanáticos, nerds, geeks, “atoas”, que são pioneiros e experimentam um pouco do que será o mundo do espectador-usuário das hipermídias do futuro. Particularmente, considero os fãs de Lost uma versão bem mais interessante e atualizada dos internautas que ainda não perceberam a valiosa fusão entre a TV e a internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos até onde a série vai. Voltarei a postar quando ela fizer mais uma reviravolta na minha cabeça!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-4269388480822695709?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/4269388480822695709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=4269388480822695709&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4269388480822695709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4269388480822695709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2009/01/diario-de-um-usuario-perdido-i.html' title='Diário de um &quot;Usuário&quot; Perdido I'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SZCK1bS_LzI/AAAAAAAAAyU/PmBJpL1sNPI/s72-c/815.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-2450102106589552487</id><published>2009-01-25T19:33:00.003-02:00</published><updated>2009-01-25T22:17:52.117-02:00</updated><title type='text'>Os Seis Fatos Aleatórios sobre Mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De volta ao blog após meses dedicados a monografia. Há duas semanas que a defendi e durante esse período venho querendo postar algo, mas sem sucesso. Idéias não faltam, palavras sim, no entanto, as vezes que tentei postar esse texto ocorreram falhas no site do Bloguer e eu acabava o perdendo. Essa é a terceira vez que o escrevo. Paciência!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom! Na falta de uma fluência para escrever (não sei por que, é o que mais tenho feito), resolvi começar com algo leve, livre e que fosse voltado para o próprio autor. Indicado por &lt;a href="http://www.alokadacasa.blogspot.com/"&gt;Dani&lt;/a&gt;, uma amiga de trabalho e vizinha da blogosfera, vou fazer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mem&lt;/span&gt;e. Pra quem não sabe, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme&lt;/span&gt; é uma brincadeirinha típica do mundo dos blogs que se assemelha a uma corrente: o blogueiro que for indicado responde ou comenta o que for sugerido pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme&lt;/span&gt;, e em seguida o repassa para a quantidade de pessoas que a brincadeira sugerir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O interessante do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme &lt;/span&gt;reside na possibilidade do autor falar mais de si mesmo, do blog ou de assuntos que ele não costuma falar, principalmente no caso de um blog temático como o meu. Ao contrário do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme&lt;/span&gt;, os "selos de qualidade" - uma outra brincadeira que se pretende mais séria - são pura besteira, qualquer um possui e repassa para qualquer outro, sem critérios de distribuição. Assim, aquilo que era para ser uma referência de qualidade, se torna mero presente. Banalizado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas indo direto ao assunto, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme &lt;/span&gt;em questão é bem mais simples que &lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/03/meu-mem.html"&gt;o primeiro&lt;/a&gt; que fiz, devo citar apenas seis fatos aleatórios sobre mim. Para fazê-lo, porém, devo seguir as seguintes regras que valem para as pessoas a quem eu repassar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Colocar o link de quem te indicou pro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;- Escrever estas 5 regras antes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme &lt;/span&gt;pra deixar a brincadeira mais clara;&lt;br /&gt;- Contar os 6 fatos aleatórios sobre você;&lt;br /&gt;- Indicar 6 blogueiros pra continuar a brincadeira;&lt;br /&gt;- Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Enfim, os seis fatos aleatórios sobre mim:&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;1º&lt;/span&gt; Gosto de andar de ônibus, mas não de esperar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;2º&lt;/span&gt; Enquanto baixo algum episódio de Lost, sempre fico pensando na melhor hora para assisti-lo, como se isso fizesse alguma diferença na minha compreensão e imersão na estória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;3º&lt;/span&gt; Quando criança, meu brinquedo preferido era a imaginação. Dinossauros existiam. Já atuava e elaborava estórias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;4º&lt;/span&gt; Sou curioso e assisto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big Brother&lt;/span&gt;. Gosto de histórias reais, é interessante analisar o desencadear e a coerências dos fatos, assim como a dinâmica entre as pessoas, geralmente tão diferentes. É inspiração para a ficção. O real é uma fonte inesgotável de imprevisibilidades, enquanto a ficção é uma massa muito estruturada e mais previsível. Por isso não abomino os &lt;em&gt;reality&lt;/em&gt; &lt;em&gt;shows&lt;/em&gt;, pelos menos aqueles que se pretendem &lt;em&gt;reality.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;5º&lt;/span&gt; Sempre releio o que escrevo aqui na tentativa de experimentar a leitura de meu próprio texto como se fosse um internauta que acessa o blog. Tenho sempre uma relação de amor ou de ódio com cada texto. Há aqueles dos quais me envergonho por ter escrito, outros que me orgulho, assim como há dias em que desejo dar fim ao blog por insatisfação, e em outros, sonho que esse meu espaço vai me tornar um comunicador e uma pessoa melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;6º&lt;/span&gt; Não acredito em violões e mocinhos. Por mais que eu tente, geralmente enxergo o melhor que existe nas pessoas, seja quem for, mesmo que na metade das vezes eu acabe me ferrando.  Sou o típico bobão! E 90 por cento das vezes gosto bem mais das pessoas do que sou capaz de mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já li em outros blogs que esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meme &lt;/span&gt;é terapêutico. Não posso discordar! Então o passarei  para os seguintes blogueiros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://laiscarvalhedo.blogspot.com/"&gt;Toh percebendo...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://euzer.blogspot.com/"&gt;Metendo o Bedelho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://letraserascunhos.blogspot.com/"&gt;Letras e Rascunhos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://musicapracomer.blogspot.com/"&gt;Música para Comer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://euforiamelancolica.blogspot.com/"&gt;Euforia Melancólica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://inferninhoparticular.blogspot.com/"&gt;Inferninho Particular&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-2450102106589552487?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/2450102106589552487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=2450102106589552487&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/2450102106589552487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/2450102106589552487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2009/01/os-seis-fatos-aleatrios-sobre-mim.html' title='Os Seis Fatos Aleatórios sobre Mim'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-1033439933501539754</id><published>2008-11-15T13:06:00.004-02:00</published><updated>2008-11-15T15:24:59.732-02:00</updated><title type='text'>A TV Brasil na TV a Cabo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. O texto abaixo foi enviado por mim à Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação no dia 28 de setembro deste ano. Nele, expus uma questão que põe em cheque o acesso democrático da TV Brasil e informo uma oferta que julgo indevida da emissora por uma empresa operadora de TV  a Cabo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que faço aqui não é bem uma crítica, mas uma reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Meu nome é Caio Rafael Carvalhêdo, sou de São Luís - Maranhão, universitário e um integrante da audiência da TV Brasil. Atualmente, sou assinante de uma TV a Cabo. A minha escolha por essa TV se deu por motivos de diversidade de conteúdo, informação e entretenimento. No entanto, sou um apreciador da TV Aberta também, em especial, a TV Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que me trouxe aqui foi o fato de que a TV Pública Brasileira está inacessível a mim por esse motivo, por minha escolha. Sou assinante da TV a Cabo JET, empresa do Rio de Janeiro, mas não tenho acesso a TV Brasil por ela, pois sou assinante do pacote básico e o canal é oferecido em um pacote especial mais caro, o que considero completamente injusto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se opto pela transmissão em TV a Cabo, a qual obviamente pagarei, certamente a TV Brasil, que na teoria é pública, deveria estar no pacote básico, sendo dessa forma, disponível para todos os telespectadores da TV a Cabo, indiscriminadamente, dever este que, creio eu, a TV Pública tem para com o telespectador brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo que o canal em questão seja transmitido pela TV Aberta, um telespectador não pode ter seu direito de recepção de um dos canais mais importantes e democráticos do país negado só porque escolheu a TV a Cabo. Assim penso! Minhas condições financeiras não me permitem pagar 30 reais a mais pelo pacote especial, e não faria isso apenas para assistir a um canal que eu deveria tê-lo acessível da forma mais democrática possível, seja por qual meio de transmissão televisiva. Quanto a TV Aberta, não vejo vantagem pela limitação de conteúdo e de qualidade, portanto, a TV a Cabo me parece ideal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que alego aqui é que a pequena parcela de telespectadores brasileiros que são clientes dessa empresa e que pode apenas optar pelo pacote básico está tendo o seu direito a TV Pública negado e não parece justo o telespectador ter que fazer a escolha entre a TV a Cabo e a TV Brasil por causa dessa circunstância.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minha TV possui apenas uma entrada de vídeo, o que me impediria de ter os dois modos mais comuns de transmissão recepcionados por ela ao mesmo tempo, além de que não tenho uma antena de TV Aberta justamente por ter feito a escolha de uma paga. Eu poderia trocar minha assinatura da JET por de outra TV a Cabo, que me oferecesse o canal, mas na verdade sinto que o meu direito de livre acesso a TV Brasil é negado nesse caso e acredito que o mais justo seja buscar o que me é de direito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"... televisão pública que funciona como serviço público subordinado ao controle da sociedade civil." Para uma TV que se defini de tal forma, sinto-me, enquanto integrante dessa sociedade, limitado no acesso ao canal. Não sei bem se esse é o local ideal pra eu fazer tal reclamação, mas foi o primeiro que me veio à mente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Também não sei se estou, na verdade, confuso na definição e função da TV Brasil. Gostaria, enfim, de ter algum esclarecimento ou resposta quanto a isso, se há regulamentação que permita esse tipo de oferta de transmissão da TV Brasil por empresas de TV a Cabo. E se caso isso seja errado e se revele contra os princípios que norteiam a existência da emissora, gostaria de saber aonde e a quem devo recorrer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No contrato assinado com a empresa que faz transmissão de canais para minha residência havia uma promoção inicial de liberação, por 6 meses, dos canais que constituem os pacotes mais caros. Por descuido meu, apenas ao término da promoção pude descobrir que a TV Brasil fazia parte de um pacote mais caro e que eu não poderia pagar. Hoje, não tenho por onde assistir a TV Brasil, até que tome uma providência. Terei que instalar uma antena de TV Aberta? Cancelar minha TV a Cabo? Trocá-la? Comprar um aparelho de TV novo que tenha duas entradas de antena ou vídeo? Ou me habituar à troca de antenas sempre que quiser assistir a TV Brasil? Essas não são as questões que desejo abrir, pois são praticamente irrelevantes se pensarmos nas diversas possibilidades de acesso que posso, ainda assim, ter ao canal. O que deixo é a dúvida da existência do livre e fácil acesso a TV Pública em quaisquer formas de transmissão para qualquer indivíduo brasileiro. Ou também apenas apresento aquilo que desconfio ser uma falha por parecer contra a proposta que levou a implantação do canal. Não acho justo uma TV a Cabo, que oferece todos os canais abertos, veicular o sinal da TV Brasil por um preço mais caro, como se fosse um canal feito originalmente para TV Fechada, igual a uma TV Privada, o que se revela um verdadeiro contra-senso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Obrigado pela atenção!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Caio Rafael Carvalhêdo&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;. A Ouvidoria da EMB, em resposta enviada a mim no dia 13 de novembro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;a) canais destinados à distribuição obrigatória, integral e simultânea, sem inserção de qualquer informação, da programação das emissoras geradoras locais de radiodifusão de sons e imagens, em VHF ou UHF, abertos e não codificados, cujo sinal alcance a área do serviço de TV a Cabo e apresente nível técnico adequado, conforme padrões estabelecidos pelo Poder Executivo;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, necessário se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;faz ressaltar que tal exigência aplica-se tão somente às operadoras de tv a cabo, razão pela qual as prestadoras que operam na modalidade MMDS ou DTH não são obrigadas a disponibilizar gratuitamente o sinal das emissoras abertas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No presente caso, a operadora de tv por assinatura citada pelo Sr. Rafael, Jet TV, opera na modalidade MMDS, motivo pelo qual esta prestadoras não estaria obrigada, por força da Lei do Cabo, a disponibilizar gratuitamente o sinal das emissoras abertas que operam em São Luís, dentre elas, a TV Brasil (canal 2E).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a partir da Lei nº 11.652/2008, como exposto acima, todas as prestadoras de serviços de televisão por assinatura deverão obrigatoriamente disponibilizar gratuitamente em todos os seus planos (sem custo adicional) o sinal da EBC. A única ressalva que se faz a essa obrigação é aquela contida no parágrafo único do artigo 29, que também restou acima explicitada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessas considerações, sugiro que a Ouvidoria informe o Sr. Rafael sobre a obrigatoriedade da Jet TV disponibilizar em todos os seus planos o sinal da EBC, sem qualquer custo adicional, bem como a possibilidade do mesmo encaminhar denúncia, seja por e-mail ou 0800, para que a Anatel verifique tal situação junto a Jet TV.&lt;/span&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: Times New Roman,Times,serif;" class="EC_MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Finalmente, informo que o presente e-mail será repassado ao Sr. Kaiser, que atualmente é o Presidente do Comitê internamente criado na EBC para tratar de assuntos que envolvam Anatel e Ministério das Comunicações, tendo em vista que a EBC também poderá comunicar a Anatel o fato da Jet Tv não estar disponibilizando gratuitamente, em todos os seus planos, o sinal da EBC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Aproveitamos a oportunidade para pedir desculpas pela demora em responder e agradecer pela colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Estaremos sempre à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Atenciosamente,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Carolina Farah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assessora da Ouvidoria da EBC&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;. Nada melhor do que ver o seu direito de consumidor e cidadão serem cumpridos. Já agradeci a Ouvidoria da EBC e farei, com certeza, a denúncia à Anatel, pois a TV Brasil se mostrou, logo nos seus primeiros meses de existência, uma das melhores opções da TV, seja Aberta, seja a Cabo. Pena que nesta época, em que mais preciso assistir a filmes nacionais, eu não tenha acesso ao canal.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-1033439933501539754?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/1033439933501539754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=1033439933501539754&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/1033439933501539754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/1033439933501539754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/11/tv-brasil-na-tv-cabo.html' title='A TV Brasil na TV a Cabo'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-9141555296935412197</id><published>2008-11-11T12:43:00.015-02:00</published><updated>2008-11-12T09:14:24.887-02:00</updated><title type='text'>100º</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SRmtPNcCKCI/AAAAAAAAAxU/zA26wEkrWYY/s1600-h/.Ponto-de-Vista.+.jpg[1]"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267431716003391522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SRmtPNcCKCI/AAAAAAAAAxU/zA26wEkrWYY/s400/.Ponto-de-Vista.+.jpg%5B1%5D" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O &lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;.Ponto-de-Vista.&lt;/span&gt; foi com certeza fundamental na minha vida acadêmica, seja pela prática da escrita ou pelas reflexões. O post de número 100 do blog coincide justamente com os últimos dias como universitário e o início da minha vida profissional. Daqui pra frente, o blog naturalmente não será o mesmo. Mudanças e evoluções radicais ocorreram entre os primeiros posts e os últimos, o mesmo acontecerá como consequência dos meus seis últimos e intensos meses, em que minha perspectiva e alguns dos meus pontos de vistas a respeito dos temas que costumo abordar por aqui tiveram algumas mudanças significativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comemoração ao centésimo post do blog, disponibilizo links para os textos dos quais mais tive prazer em escrever.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/03/desabafo.html"&gt;Post preferido&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#ff6600;"&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/06/via-lctea.html"&gt;Resenha preferida de filmes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/06/via-lctea.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#ff6600;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/03/desabafo.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/o-cavaleiro-das-trevas-primeiras-e.html"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;O post 'Primeiras e Sensíveis Impressões' preferido&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/05/o-dirio-de-blindness.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#ff6600;"&gt;Artigo preferido sobre mídia &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;color:#ff6600;"&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/as-emoes-de-steven-seagal.html"&gt;Post mais cômico&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Como nem tudo são flores no blog de um universitário...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/05/viagens-de-minha-mente.html"&gt;Post mais 'viajante'&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/05/viagens-de-minha-mente.html"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/04/found-em-busca-da-crtica-negativa-de.html"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Post mais estranho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/04/found-em-busca-da-crtica-negativa-de.html"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2007/11/por-que-divulgo-o-blog.html"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;O pior post&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2007/10/debate-sobre-cidade-de-deus.html"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A resenha mais imprecisa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-9141555296935412197?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/9141555296935412197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=9141555296935412197&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/9141555296935412197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/9141555296935412197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/11/100.html' title='100º'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SRmtPNcCKCI/AAAAAAAAAxU/zA26wEkrWYY/s72-c/.Ponto-de-Vista.+.jpg%5B1%5D' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-3008912204156576326</id><published>2008-10-10T23:03:00.001-03:00</published><updated>2008-10-11T13:29:46.913-03:00</updated><title type='text'>Alice - Na Toca do Coelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDM1-Sx4XI/AAAAAAAAAig/BS_-h3eohdQ/s1600-h/15_MHG_cult_alice.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 205px; height: 131px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDM1-Sx4XI/AAAAAAAAAig/BS_-h3eohdQ/s320/15_MHG_cult_alice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255925992768266610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não é bem no país das maravilhas, mas quem sabe na capital! São Paulo, em &lt;i&gt;Alice&lt;/i&gt;, é fonte dos desejos da protagonista que dá nome a nova série da HBO Latin Americana, exibida aos domingos, às 22 horas, no canal. Saída da cidade de Palmas, em Tocantins, Alice abandona os preparativos de seu casamento para ir ao enterro de seu pai, que havia se suicidado. Uma vez fisgada pelos encantos da cidade, após um breve e intenso estranhamento, a personagem encontra motivos de sobra para permanecer nela, seja pela confusa noite badalada, pelas cobranças dos familiares em Tocantins ou pela descoberta da amplitude do mundo, que só uma cidade como São Paulo poderia proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;De cara exibindo um visual e estética tipicamente cinematográfica inspirados nas novas tendências televisivas norte-americanas e, atualmente, mundiais, no que se refere a convergência das linguagens cinematográfica e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDNzL7O27I/AAAAAAAAAiw/oN4cJQESS2c/s1600-h/alice_hbo2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 192px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDNzL7O27I/AAAAAAAAAiw/oN4cJQESS2c/s320/alice_hbo2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255927044399618994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; televisiva, &lt;i&gt;Alice&lt;/i&gt; assume o estilo adulto de série, sem puderes e dando a si mesma a liberdade para criar e desenvolver essa estória com a sinceridade devida. O trabalho fotográfico, que busca extrair das luzes paulistanas todo o poder de sedução da grande megalópole, se revela quase que completamente cinematográfico, investindo em planos bem elaborados que realçam as sensações, como na cena do suicídio do pai de Alice, ou para simbolizar passagens importantes, como a "libertação" da protagonista que, após passar por um longo túnel em uma seqüência marcada pelo frenetismo, tem a sua vida radicalmente modificada, transitando de sua simples e ingênua vida para o curioso cotidiano no "país das maravilhas", pela qual a personagem passa a ter a noção de um mundo maior e, consequentemente, o desejo por este. O casamento, planejado, portanto, resignifica-se como um elemento aprisionador, agora que a personagem está frente a milhões de possibilidades. E é entusiástico marcar o fim de noite de Alice a partir de um envolvimento sexual com um típico gringo que visita São Paulo a trabalho, e que assume representativamente uma importante passagem tão comum em uma cidade global para o que existe fora do próprio cerco nacional. Nesse instante, as possibilidades vislumbradas e curiosidades de Alice vão mais além, e São Paulo se torna praticamente irressistível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDOT0gXs9I/AAAAAAAAAi4/DcZAAJp8F6w/s1600-h/15_MHG_cult_alice1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 177px; height: 113px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDOT0gXs9I/AAAAAAAAAi4/DcZAAJp8F6w/s320/15_MHG_cult_alice1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255927605048619986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A trilha funciona adequadamente, resumida praticamente em sons eletrônicos contextualizantes do ambiente metropolitano, quando não, saltando para o melodrama comedido, típico também das tendências das séries de TV's modernas, mas que pontua muito bem os momentos mais sensíveis da personagem. Andréia Horta surpreende como Alice, considerando-se preconceituosamente o trabalho anterior ao qual ela participou na TV Record. A atriz é competente em conduzir a personagem de acordo com as exigências da estória, já que as descobertas desta é que dão o sentido da série e concentrar-se na transição de sua simples concepção de vida para o ambicioso desejo de conhecer o mundo é bem mais importante que desenvolver de cara qualquer complexidade dramática mais profunda da personagem.  O elenco estréia muito bem e vale destacar a empolgante participação de Carla Ribas, que, tenho a forte impressão, renderá bons momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais de 1 milhão até agora bem investidos pela HBO, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.alice-hbo.tv/"&gt;Alice&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;promete, com base no primeiro&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDNZmC2mVI/AAAAAAAAAio/hVdF_riUvGs/s1600-h/image.axd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 153px; height: 101px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDNZmC2mVI/AAAAAAAAAio/hVdF_riUvGs/s320/image.axd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255926604734306642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; e ótimo episódio da série, mostrar grandes aventuras embarcadas pela personagem na descoberta do "país das maravilhas", ou como pode vir a ser também, da selva metropolitana. Agora resta acompanhá-la na expedição pela grande cidade cheia de faces, possibilidades e que nunca dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/i5J6qHbs2hs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/i5J6qHbs2hs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-3008912204156576326?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/3008912204156576326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=3008912204156576326&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/3008912204156576326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/3008912204156576326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/09/alice-na-toca-do-coelho.html' title='Alice - Na Toca do Coelho'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SPDM1-Sx4XI/AAAAAAAAAig/BS_-h3eohdQ/s72-c/15_MHG_cult_alice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-5922586820147878422</id><published>2008-08-27T11:18:00.003-03:00</published><updated>2008-08-27T11:29:15.944-03:00</updated><title type='text'>Bebida e Direção</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nunca dei muita importência a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;stand-up comedy&lt;/span&gt;, até porque prefiro comédias que tem por base textos dramatúrgicos e não à pura improvisação. Porém, não consigo ficar indiferente as piadas de Rafinha Bastos e seu tom sarcástico afiado. Com mais um pouco de seriedade, ficaríamos até em dúvida se ele estaria contando uma piada ou não. E isso é o mais engraçado! Pena que o &lt;a href="http://www.band.com.br/cqc/"&gt;CQC&lt;/a&gt;, programa ao qual ele trabalha e que possui outros bons comediantes de improvisação - incluindo ainda a presença central e sempre criativa de Marcelo Tas, não esteja conseguindo explorar bem as suas potencialidades, que são muitas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ByAVZp2muzU&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E aqui também um vídeo muito divertido, que encontrei no próprio &lt;a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/"&gt;blog do Marcelo Tas&lt;/a&gt;. Em uma cena de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Queda - As Últimas Horas de Hitler&lt;/span&gt;, descobrimos como seria se Hitler fosse o chefe da delegação brasileira e seus planos megalomaníacos fossem por água abaixo em Pequim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como vem, mesmo, no título dos e-mails que nos enviam com essas bobagens divertidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Assista! Vale a pena. É muito bom!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rYvIXQfhvbc&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-5922586820147878422?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/5922586820147878422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=5922586820147878422&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/5922586820147878422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/5922586820147878422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/08/bebida-e-direo.html' title='Bebida e Direção'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-6345552086867937672</id><published>2008-08-23T15:03:00.015-03:00</published><updated>2008-08-24T22:08:51.787-03:00</updated><title type='text'>Contradições Políticas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SLD4ckk4AzI/AAAAAAAAAiA/3d9NoCIeArc/s1600-h/20071207_stf.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 233px; height: 152px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SLD4ckk4AzI/AAAAAAAAAiA/3d9NoCIeArc/s320/20071207_stf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237959536370254642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Raramente falo de política por aqui, mas alguns fatos contraditórios me deixam simplesmente intrigado. O pior é que os que me levaram a escrever esse post são protagonizados justamente pelo nosso Supremo Tribunal Federal, que, no dia 20 deste mês, tomou a decisão louvável, por uma súmula vinculante um tanto atrasadinha, de proibir o nepotismo nos Três Poderes de toda a administração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Um medida positiva, certamente. Mas como tem sido de praxe, após uma excelente decisão ou qualquer discussão de grande conveniência, o STF dá um passo atrás desconcertante. Na mesma quarta-feira da decisão, o Tribunal achou melhor considerar nepotismo apenas caso do motorista da prefeitura de Águas Nova (RN), Francisco Souza do Nascimento, irmão do vice-prefeito do município, Antônio Sezanildo do Nascimento; enquanto que a contratação de Elias Raimundo de Souza, parente do vereador Antonio Raimundo de Souza, de Água Nova, para o cargo de secretário municipal de Saúde foi desconsiderada como nepotismo, de acordo com a súmula editada pelo tribunal, pelo argumento de que a função de secretário é política, autorizando o político a liberdade de nomear quem quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incoerente? Com certeza. Se a nomeação de parentes para cargos político por outro político é algo permissível, então não vejo a razão dessa decisão. O nepotismo em qualquer grau e cargo trata-se de uma inconstitucionalidade e desrespeito, mas pouco me importa se um pequeno funcionário público está inserido num esquema de camaradagem quando, na verdade, o nepotismo em cargos políticos constitui um agrupamento, uma formação de "patotas" bem mais prejudiciais a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão incoerente quanto essa decisão foi a vista grossa do STF em relação à contraditoriedade do fato de os servidores públicos, ao se candidatares, terem de se desincompatibilizar com o serviço público, enquanto que os gestores atuais que buscam reeleição possuem o caminho livre para a candidatura paralela a gestão. E de paralela não há nada, quando sabemos que a gestão de um prefeito que tenta se reeleger contribui direta e indiretamente para a sua candidatura, a não ser que você acredite que obras são realmente paralisadas no período eleitoral. No dia da grande decisão, em que pensávamos que o Tribunal permitiria que os juízes eleitorais do Brasil negassem os registros de candidatura dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;candidatos ficha suja&lt;/span&gt;, simplesmente nada é feito, a não ser a prolação de um discurso otimista ao extremo de que o simples debate já era um progresso à justiça eleitoral. É como se tivéssemos, por obrigação, sempre de andar bem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;devagazinho&lt;/span&gt;, porque o progresso demais pode derrubar a crista dos políticos e do Congresso, que parecem temer tanta consciência e conhecimento a respeito de seus podres. "Vamos dosar o progresso, a sensação de justiça e poder do povo, senão daqui a pouco teremos todos nós os telefones grampeados e as mãos algemadas pela injúria da população e pelo heroísmo hipócrita da Polícia Federal", assim imagino o raciocínio coletivo que conduz algumas decisões do Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falarei sobre algemas, pois fico muito aborrecido e nem gosto de repetir demais um mesmo discurso. Se algum advogado que passar por este blog souber explicar com argumentos plausíveis, essas contraditoriedades, a um jovem que se sente impotente diante destas situações, ficarei grato. No momento, tento ser otimista como o habitual, mas não consigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-6345552086867937672?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/6345552086867937672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=6345552086867937672&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/6345552086867937672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/6345552086867937672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/08/contradies-polticas.html' title='Contradições Políticas'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wYuTTNQAEUk/SLD4ckk4AzI/AAAAAAAAAiA/3d9NoCIeArc/s72-c/20071207_stf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-599755722185888451</id><published>2008-08-17T22:27:00.001-03:00</published><updated>2008-08-23T19:10:18.103-03:00</updated><title type='text'>Sobre Esquinas, Biografias e Ansiedade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou um cara essencialmente ansioso, sempre fui. Minha primeira tomada de consciência a respeito dessa minha característica ocorreu quando possuia 7 anos e mal conseguia esperar um dia para assistir ao recém-lançado VHS de Parque dos Dinossauros - e sabe lá Deus o porquê de meu facínio por dinossauros e paleontologia durante minha infância. Mas também sempre tive uma tendência satisfatória a racionalizar as coisas e talvez tenha sido por ela que me certifiquei tão cedo de como gosto de passar em alta velocidade nos cruzamentos. Uma tendência que chega a ser contraditória ao meu desejo de olhar cada esquina cuidadosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou muito sonhador. Penso alto, até demais, e isso me predispõe a ansiedade e a pressa. No entanto, algo bacana me ocorreu logo em minha adolescência: eu queria ter uma história! Sempre gostei de assistir a biografias, de olhar como a vida de cada pessoa evolui e se transforma; e se pudesse, extrairia sempre uma equação ou cálculo probabilístico que garantísse o sucesso e indicasse o fracasso na vida daquelas pessoas. Adorava, também, ver como existem passos, partes e pedaços em cada história. São degraus que as pessoas sobem, ou descem, e isso sempre me facinou. A vida, definitivamente, é feita em vários atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro cinema, e como tal, adoro estórias. Toda boa estória é contada em atos, passos e degraus. Graças a esse meu facínio pela história que se cria e se desenvolve, pela vida que as outros viveram, percebi que queria a minha história: lenta, processual e vivida. Abidiquei da pressa e decidi acompanhar cada passo de minha vida como quem assiste a uma biografia, como quem descobre e destricha a própria vida. Se sonhava alto, queria que cada metro da subida ou declínio fosse bem aproveitado; se a avenida era longa, não podia perder os atrativos de nenhuma esquina, e não estou falando de prostitutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou um tempo que se me perguntassem se eu gostaria de ganhar na Loteria, eu diria que não. Acharia isso um salto anti-climático desinteressante e nada processual. Preferiria lutar aos poucos pelos meus sonhos, encarando o risco de não conquitá-los e sentindo o prazer de estar conciente e monitorando minha própria história. Assim como nas boas biografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, mesmo sentindo a necessidade de presenciar cada passo, aos poucos, fui sentindo que estes estavam muito lentos e a torcida para que um novo passo fosse dado aumentava disfarçadamente. O mundo pedia um novo passo meu. Sempre pede! Que se danasse a biografia, ela era tão sonho quanto os sonhos que eu tentava alcançar. E entre a biografia e os outros sonhos, prefiro os últimos, sejam tarde, sejam cedo, sejam anticlimáticos. Ter pressa voltou a ser a ser uma opção, mesmo que não adiantasse tê-la. De repente, já nem conseguia mais não jogar na loteria. Isso, porque nem jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudável conformação de que minha vida tinha um ritmo próprio e que cada passo dado para frente ou para trás era um novo fato de minha ilusória biografia de sucesso pessoal se transformou na ansia intensa e uma pressão de realizar cada um dos meus objetivos, e os dos outros para mim também. Não sei se a certeza de que minha história se escrevia prognosticando uma biografia idêntica as de personalidades chegava a ser pior que a necessidade que sinto hoje de correr; pelo menos, na primeira opção, a calmaria reinava. Por mais que tentemos, mesmo através de objetivos particulares como o meu, a lentidão não faz parte de nossa vida. Não a de hoje. Só nos resta, então, prestar atenção nas esquinas as quais passamos rapidamente para ver o que tinha lá, e imaginar o que não deu pra ver, o que vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-599755722185888451?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/599755722185888451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=599755722185888451&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/599755722185888451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/599755722185888451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/05/sobre-esquinas-biografias-e-ansiedade.html' title='Sobre Esquinas, Biografias e Ansiedade'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-7158376327912646114</id><published>2008-08-09T14:47:00.001-03:00</published><updated>2008-08-09T14:54:32.864-03:00</updated><title type='text'>Dois Curtas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Resisto em postar vídeos porque, geralmente, a maioria não assiste mesmo. Mas em si tratando desses dois divertidos e bons curtas, não consegui resistir, e aqui estão eles. Acho que não preciso avisar, mas insisto: Deixem o vídeo carregar por inteiro antes!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Um curta que mostra como uma edição pode terminar o roteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pESUoaJ4iHk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pESUoaJ4iHk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Selton Mello defendendo as suas teorias "tarantianas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Fknp2aDXQyU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Fknp2aDXQyU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-7158376327912646114?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/7158376327912646114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=7158376327912646114&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7158376327912646114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7158376327912646114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/08/dois-curtas.html' title='Dois Curtas'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-7497290406377054873</id><published>2008-07-27T21:31:00.001-03:00</published><updated>2008-07-27T21:42:48.077-03:00</updated><title type='text'>A Lei Seca e a gente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo no início da Lei Seca, lembro que fiquei apreensivo e receoso. Achei que era rigorosa demais e pensava nas coisas as quais seriamos privados. Mas não demorou muito até que me tocasse. O brasileiro tem forte problema cultural. Ele cresceu desacostumado a cumprir leis, cresceu praticando inocentemente ou não comportamentos anti-éticos. O brasileiro sempre se viu em situações em que tinha que buscar soluções práticas para sobreviver. A história o fez assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ex-escravos abandonados que buscavam qualquer forma pra sobreviver, os pobres que infringiam pequenas lei e que conseguiam com seus "peixes" uma vaga ou uma oportunidade de modos ilícitos, o jogador de futebol baixinho que desenvolveu seus dribles artísticos pra "furar" e passar por um inglês “altão”. Isso é o "jeitinho brasileiro", foi a nossa forma de sobreviver, a forma como aprendemos a sobreviver. Decorrente dessa nossa história, aprendemos a não cumprir leis, a ultrapassar o sinal vermelho, a furar filas, a driblar sistemas, a ser livres e a fazer um futebol bonito!!! Nada que eu já não tenha comentado por &lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/03/desabafo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema reside mesmo no campo da lei, dos nossos direitos e dos nossos deveres. Sei que nunca é bom generalizar, mas estamos falando de cultura e de hábitos. O brasileiro (quase) sempre foi infrator nas situações mais cotidianas possíveis. O pobre, se puder fazer um "gato", furar uma fila no SUS sem se preocupar com os outros que ficam pra traz ou usar uma senha para enviar mensagens de graça por celular, ele quase sempre o fará. O pobre brasileiro (a maioria) é talentoso em cumprir pequenos delitos. Já os ricos, estes possuem esse aspecto cultural potencializado pelo poder, e dessa forma, vemos políticos corruptos, empresários ambiciosos (alguns também corruptos) e granfinos ignorantes tão talentosos em cometer grandes e pequenos delitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a maioria dos problemas do Brasil são resultados dessas anomalias culturais, dessa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;malandragem&lt;/span&gt;. E quando uma lei como essa, rigorosamente fiscalizada, mas justa, entra em prática, ficamos completamente assustados, justamente porque não estamos nada acostumados a cumprir deveres (seria pela falta de costume em ter direitos?). Percebo que leis, nas nossas mentes, não passam de alegorias e quando estas realmente funcionam, nos sentimos assim, presos e assustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo a implantação da Lei Seca e a determinação pela qual ela está sendo executada como um novo passo na vida do brasileiro. Um momento de choque e de educação forçada que funciona sim - lembremos das leis envolvendo o cinto de segurança. Funcionou tão bem que hoje a maioria esmagadora da população dirigi com cinto de forma habitual. Não deixa de ser uma medida paliativa. A educação pode ser bem melhor e deve ser planejada, mas essa lei surge como uma bela contribuíção para a cada vez maior inserção do brasileiro no mundo da civilização e do respeito ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorará muito para que novas formas de burlar o bafômetro sejam inventadas (se possível), técnicas, que incrivelmente a maioria utilizará. Por outro lado, o surgimento da simpática idéia do "amigo da vez" me faz pensar que estamos nos adaptando rápida e adequadamente à situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me admiro com certas transformações. Muitas vezes pensei que o Brasil não mudaria nunca ao ver notícias ruins que provavam insistentemente a falta de educação do brasileiro. Mas, contraditoriamente, mesmo com uma reflexão maior que ultimamente fazemos sobre nós mesmos, vejo uma instituição acreditável como a Polícia Federal e leis tão bem executadas como a Lei Seca, e simplesmente não acredito. Impressiono-me com esses pequenos aprendizados e com a existência de pessoas tão sérias por traz dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça Eleitoral também tem me impressionado cada vez mais, apesar de ter achado abusiva a proibição dos comunicadores de Rádio e TV de comentarem sobre os candidatos dessas eleições. Houve uma falta de bom senso nesse ponto, mas por outro lado, entendo que a "casa" dos comunicadores precisa ser organizada, pois a ligação destes com a politicagem é triste e perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, aos poucos aprendemos. Tenho fé no meu país e na minha gente. Sim, sou otimista e apesar dos pesares, vejo excelentes e inspiradores exemplos demonstrados por alguns conterrâneos. O que mais me empolga é imaginar esse povo tão fascinante vivendo melhor e bem mais esclarecido quanto si próprio.&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:12;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-7497290406377054873?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/7497290406377054873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=7497290406377054873&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7497290406377054873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7497290406377054873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/lei-seca-e-gente.html' title='A Lei Seca e a gente'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-7154284460474599605</id><published>2008-07-26T12:35:00.001-03:00</published><updated>2008-07-26T12:37:20.725-03:00</updated><title type='text'>As Emoções de Steven Seagal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo bom ator possui um ilimitado repertório de golpes marciais. Tenho pena daqueles que só se preocupam com essa coisa de "expressão". Fracassados!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHawEHttk3I/AAAAAAAAAfI/7L8nWCrzt9U/s1600-h/steven_seagal_expressions.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHawEHttk3I/AAAAAAAAAfI/7L8nWCrzt9U/s400/steven_seagal_expressions.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221554402819412850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-7154284460474599605?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/7154284460474599605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=7154284460474599605&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7154284460474599605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/7154284460474599605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/as-emoes-de-steven-seagal.html' title='As Emoções de Steven Seagal'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHawEHttk3I/AAAAAAAAAfI/7L8nWCrzt9U/s72-c/steven_seagal_expressions.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-8693811746317691960</id><published>2008-07-21T00:26:00.007-03:00</published><updated>2008-07-21T17:42:22.479-03:00</updated><title type='text'>O Cavaleiro das Trevas - Primeiras e Sensíveis Impressões</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SIQZAdc-fnI/AAAAAAAAAho/1PXgJm6NlGg/s1600-h/darkknight_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225328963353476722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 182px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 275px" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SIQZAdc-fnI/AAAAAAAAAho/1PXgJm6NlGg/s400/darkknight_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Intrigado, cansado e feliz. Há cerca de uma hora, eu estava saindo da sala de cinema na qual assistia a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Batman - O Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;, e ainda sinto um pouco do peso que o filme deixou sobre minha mente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Frenético em seu ritmo e realista em seu tratamento, essa continuação segue a mesma lógica do primeiro, mas desenvolvendo-se com uma intensidade tão forte que o diferencia de qualquer outro filme de super-herói. Impregnado por um pessimismo que não via desde &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;, o filme pouco nos dá a chance de acreditar em algum sucesso para os conflitos dos personagens, transformando a sessão de mais de duas horas e meia em uma experiência realmente cansativa e difícil, o que é certamente positivo por, de certa forma, essas sensações serem resultantes da carga dramática e da fácil correlação que fazemos da vida em Gothan City com a típica situação de medo e insegurança a qual vivemos nas metrópoles. Essa nova série, arrisco-me dizer, trata-se sobre a cidade, seu caos, sua moral frágil, seus bandidos e heróis, e bem mais a dicotomia destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma grandiosa promessa que já sentia medo de não ser cumprida a altura, o Coringa revelou-se um indivíduo completamente sem senso, um anárquico. Eu sinto, mas muito mesmo pela morte de Heath Ledger, muito mais após este filme, que deixou marcado e comprovado como em nenhum outro o talento do ator. Intenso, visceral, intuitivo e dominante da técnica, Ledger assusta em cada momento de sua aparição, e de sua ausência também, que através de uma sádica mistura de humor e horror, me causava vários sorrisos nervosos durante a projeção. Com um vilão desses foi realmente difícil permanecer calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que, mesmo lembrando bem o que foi o Batman Begins, ainda fiquei completamente abismado com a visão que Chritopher Norlan possui da estória do herói e com tudo que reproduziu neste filme. Penso, aliás, que o objetivo do diretor seja realmente nobre no que diz respeito a qualidade, seja na estética, seja no conteúdo; são filmes como esse, possuidores de uma natural tendência industrial mas que trazem consigo um trabalho artístico profundo, que pegam desprevenidamente uma distraída ou ignorante massa, como se fossem armadilhas para o bom gosto. São iscas que levam, aos poucos, um público a refinar seu paladar e torná-lo mais exigente. Ah! E como é bom ver milhares de pessoas correndo para os cinemas jurando que irão assistir a um divertido filme de super-herói, quando na verdade estão experimentando um denso e bem desenvolvido drama policial, que não arrastaria um-quarto desse público. Nesse sentido, adoro cineastas sagazes e propagandas enganosas de estúdios gananciosos. Como é dito em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Batman - O Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;: "Às vezes as pessoas merecem algo melhor que a verdade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda vou postar aqui uma análise mais crítica do filme, mas sinceramente, antes vou assisti-lo mais uma vez. Acho que não estava preparado para o excesso de informação. Deveria sempre estar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-8693811746317691960?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/8693811746317691960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=8693811746317691960&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/8693811746317691960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/8693811746317691960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/o-cavaleiro-das-trevas-primeiras-e.html' title='O Cavaleiro das Trevas - Primeiras e Sensíveis Impressões'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SIQZAdc-fnI/AAAAAAAAAho/1PXgJm6NlGg/s72-c/darkknight_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-6586004131086281082</id><published>2008-07-18T12:49:00.003-03:00</published><updated>2008-07-19T23:27:35.231-03:00</updated><title type='text'>O Gozo Espetacular da Violência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Tenho estudado e pesquisado mais intensivamente meu tema de monografia, que trata diretamente sobre cinema e violência, o que tem sido revelador em alguns aspectos, incitando-me a refletir sobre certos assuntos. Ao ler o artigo&lt;/span&gt;  &lt;a href="http://www.eco.ufrj.br/semiosfera/anteriores/especial2003/conteudo_ibentes.htm#top"&gt;Estéticas da Violência  no Cinema&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;de autoria da Doutora em Comunicação, Ivana Bentes, senti um forte incômodo diante do seguinte trecho:  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 153, 102);"&gt;"Para além do discurso midiático do medo difuso e demanda de repressão encontramos ainda outras diferentes formas de consumir a pobreza, ligadas ao circuito do turismo e das trocas culturais. A menos perversa, e mais antiga, faz pensar na pobreza e miséria como uma espécie de 'museu da humanidade', em que as favelas 'tombadas' (uma tendência inclusive urbanística, com o descarte, cada vez mais claro de qualquer idéia de 'remoção') são pontos turísticos com seu primitivismo-exótico, multiculturalismo e modos de vida em 'extinção'. A cena é comum em Copacabana. Um imenso jipe verde-oliva, apinhado de turista vestidos como se partissem para um safári africano, cruza a Avenida Atlântica saindo do Copacabana Palace. O Jeep Tour leva gente de todas as nacionalidades para ver de 'perto', ou do alto do jipe esse 'habitat natural' de uma pobreza ironicamente incorporada à imagem turística e folclórica do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;span style="color: rgb(255, 153, 102); font-style: italic;"&gt;[...] &lt;/span&gt;    &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;A favela é o cartão-postal às avessas, uma espécie de museu da miséria, etapa histórica, não-superada, do capitalismo e os pobres, que deveriam, dada toda produção de riquezas do mundo, estar entrando em extinção, são parte dessa estranha 'reserva', 'preservada' e que a qualquer momento sai do controle do Estado e explode, 'ameaçando' a cidade."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;É claro que chegamos ao ponto em que a violência e a miséria brasileira estão sendo encaradas como espetáculos. Não sei bem se o cinema tem a culpa nesse embelezamento da pobreza ou se somos nós que estamos um tanto incapazes de perceber a realidade, pois, mesmo que esses filmes possuam uma estética que traduz em belo uma difícil realidade, os mesmos são marcados por um realismo visceral que deveria nos chocar. Acredito que o problema esteja mesmo na forma como nos posicionamos quando estamos frente a telona; às vezes, parece que somos turistas visitando o nosso próprio país, tal qual, aqueles do jipe verde-oliva, citado por Ivana Bentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-6586004131086281082?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/6586004131086281082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=6586004131086281082&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/6586004131086281082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/6586004131086281082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/o-gozo-espetacular-da-violncia.html' title='O Gozo Espetacular da Violência'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-3273405374993716435</id><published>2008-07-18T08:33:00.006-03:00</published><updated>2008-07-19T23:31:38.634-03:00</updated><title type='text'>Nada Mais Engraçado que a Vida Real</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou um fã de Vídeo-Cacetadas e não curto muito postar vídeos por aqui, mas sempre abro um espacinho quando me deparo com situações realmente hilárias. Eu iria escrever e postar um vídeo do comediante de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stand-up comedy&lt;/span&gt; e integrante do CQC, Rafinha Bastos, mas fica pra próxima. Dessa vez, nada mais engraçado que a própria realidade!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Projétil em Brasa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Como diria um famoso personagem do cinema brasileiro: "Então bota a porra da bandoleira!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hed4kHtKXMQ&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hed4kHtKXMQ&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Ataque em Bando&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parece que o homem não está mais no topo da cadeia alimentar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3JuWO2hlKy8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3JuWO2hlKy8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-3273405374993716435?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/3273405374993716435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=3273405374993716435&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/3273405374993716435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/3273405374993716435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/nada-mais-engraado-que-vida-real.html' title='Nada Mais Engraçado que a Vida Real'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-3220261727174016767</id><published>2008-07-17T12:04:00.014-03:00</published><updated>2008-07-19T23:34:04.186-03:00</updated><title type='text'>O Incrível Hulk</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9cDMvCmXI/AAAAAAAAAf4/V0mP_x4P240/s1600-h/hulkposter13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223995302800955762" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 158px; cursor: pointer; height: 235px;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9cDMvCmXI/AAAAAAAAAf4/V0mP_x4P240/s400/hulkposter13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao comparar o primeiro filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Hulk)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; com &lt;/span&gt;este novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Incrível Hulk&lt;/span&gt;, percebemos claramente que existem novas pretenções da Marvel para esta série. O primeiro, dirigido por Ang Lee, procurava desenvolver ao máximo o drama da situação ao qual Bruce Banner se encontrava, estudando a psicologia do personagem e tematizando com solidez o filme. Já nesta continuação, a tentativa foi de contar a estória do personagem através de um estilo mais comum aos utilizados em adaptações de HQ's, no qual o equilíbrio entre a ação, desenvolvimento das personagens e o drama é feito de forma a tornar a narrativa fluída e com rítmo adequado para o tipo de estória. Não que a empreitada de Ang Lee não tenha sido boa, na verdade, foi ótima e fundamentou como em nenhum outro filme de super-herói os poderes e traumas deste personagem, que, no fundo, estão estritamente ligados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu acredite que o tratamento dado pela direção de Louis Leterrier a este segundo filme seja mais coerente à estória, sinto e senti maior empatia pela forma com que Ang Lee a contou. A densidade com a qual este último desenvolveu e a utilização de argumentos psicanalíticos/psicológicos como explicação para os traumas do protagonista, indiretamente deram ao filme sensações mais vicerais e angustiantes, além de nos conceder explicações &lt;span style="font-style: italic;"&gt;q&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uase&lt;/span&gt; plausíveis para a mutação do personagem. E essa capacidade de tornar a estória mais emotiva quando racionalizada parece ser inexplicavelmente um trunfo comum às estórias de Hulk. Da mesmo forma, em O Incrível Hulk, os momentos mais emocionantes e dramáticos estão diretamente ligados às questões psicológicas de Bruce Banner, quando estas são desenvolvidas.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9iNDP2PlI/AAAAAAAAAhI/8mZrVESbMWU/s1600-h/hdfth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224002069122661970" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 164px; cursor: pointer; height: 124px;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9iNDP2PlI/AAAAAAAAAhI/8mZrVESbMWU/s400/hdfth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com um início ágil, o filme, logo após nos apresentar a nova situação e esconderijo de Bruce Banner, nos deixa a par da ameaça e do constante desespero do personagem em se livrar de seu "poder". Usando a favela da Rocinha como cenário para o esconderijo de Banner, a produção fez um ótimo trabalho ao escolher ângulos fabulosos compondo uma bela fotografia, e ao explorar, em alguns momentos, o caótico ambiente do morro, como na perseguição que os militares norte-americanos fazem pelas ruelas, lajes e becos traiçoeiros do morro. O trabalho de Direção de Arte e a produção no geral foram tão bem realizados que o íncomodo típico que nós brasileiros sentimos ao assistir filmes hollywoodianos filmados no Brasil foi quase imperceptível pela escassez de deslizes na representação da Rocinha e da vida na favela, tropeçando apenas aqui e ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma urgência e rítmo intenso, o início do longa praticamente em nada parece com a cuidadosa apresentação das personagens de seu antecessor e, curiosamente, uma nova versão do auto-experimento científico de Bruce Banner que o tornou em Hulk foi mostrada (nesta, sua namorada Betty Ross quase morreu no incidente). Investindo mais tempo nos momentos de ação, o roteiro se torna mais atrativa e prende fortemente o espectador, ao passo que mostra também as consequência traumáticas da "pós-transformação em Hulk" e de toda a ação ocorrida, assim como a carga emocional deste por ter que, constantemente, manter-se isolado como um fugitivo e ver-se sempre a um passo de "surtar" novamente. Dessa forma, reencontramos um Bruce Banner amargurado, que sofre o peso de sua natureza mutante e do que ela pode criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9dQ2wtsXI/AAAAAAAAAgI/ZDWIx7IW5G8/s1600-h/incrediblehulk_52.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223996636932190578" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 169px; cursor: pointer; height: 112px;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9dQ2wtsXI/AAAAAAAAAgI/ZDWIx7IW5G8/s400/incrediblehulk_52.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Composta essa nova versão cinematográfica, nada mais normal que a mudança de elenco. Bruce Banner, antes atuado por Eric Banna, agora ganha um novo e competente interprete, Edward Norton. Se Banna possuía um físico mais avantajada (malhado) que dificultava uma aparência mais frágil, Norton já possui um corpo esguio, mas diferentemente do primeiro, exibe aspectos psicológicos que imprimem maior segurança ao personagem. A verdade é que a fragilidade típica de um personagem inseguro e possuidor de certos desajustes emocionais acaba sempre prejudicada por alguns desses aspectos. Se eu escolhesse entre as atuações dos dois, mesmo sendo um adimirador do trabalho de Norton, ficaria com a de Eric Banna, por considerá-la a mais coerente. No entanto, vale ressaltar que certas mudança têm mais a ver com escolhas tomadas pela direção, do que pela composição feita pelos atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward Norton, porém, é bastante eficiente ao mostrar o peso dos problemas e restrições do personagem sobre si. Da mesma forma, a atriz Liv Tyler, que interpreta Betty Ross, funciona muito bem com Norton, imprimindo química ao casal. Mas infelizmente, o roteiro esquece de sustentar o lado da personagem como uma importante pesquisadora, deixando-a apenas como a mera namoradinha do herói. Já Tim Roth&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lbl_elenco"&gt;, constroi um Emil Blonsky interessante e ambiciso, e até certo ponto, um tanto obcecado&lt;/span&gt;&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lbl_elenco"&gt; e ameaçador, até para o próprio Hu&lt;/span&gt;&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_lbl_elenco"&gt;lk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Superando o primeiro filme no que diz respeito a efeitos especiais, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Incrível Hulk &lt;/span&gt;impreciona pela veracidade do próprio Hulk, mas não a ponto de esquecermos de seu caráter digital. Dessa vez, com uma pele composta por uma coloração mais escura que o torna mais ameaçador, o Hulk ganhou um caráter&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9iglfd46I/AAAAAAAAAhQ/OQ5N8BtTLQ8/s1600-h/hulk2_04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224002404732494754" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 246px; cursor: pointer; height: 104px;" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9iglfd46I/AAAAAAAAAhQ/OQ5N8BtTLQ8/s400/hulk2_04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; mais verossímio, chagando a impressionar por alguns instantes pela preocupação dos técnicos em tornar o personagem em algo "real" e palpável. A única falha na composição do herói fica mesmo nas suas expressões faciais sempre indefinidas e quase sem emoções, tornando praticamente indecifrávis os pensamentos e as sensações de um personagem que é, na verdade, a forma física e surtada do inconsciente de Bruce Banner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a incerssões bem sucedidas de algumas cenas cômicas, o momento em que Betty Ross fica completamente irritada com um taxista, ao passo que, ironicamente, Bruce aparenta total postura parcial a situação; é o único que revela-se ineficaz por não possuir qualquer elemento surpresa pela obviedade da tirada cômica. Possuíndo uma série de pequenas situações forçadas, o final peca ao investir quase que completamente na ação desenfreada e, novamente, na criação surpresa e desnecessária de um novo vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9jCCiswlI/AAAAAAAAAhY/BGjnOM08DnA/s1600-h/incrediblehulk_13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224002979466363474" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 175px; cursor: pointer; height: 107px;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9jCCiswlI/AAAAAAAAAhY/BGjnOM08DnA/s400/incrediblehulk_13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Preocupado em não apenas referenciar os quadrinhos, o diretor Louis Leterrier faz homenagens óbvias à série de TV dos anos 80, como o plano das íris dos olhos de Banner no momento da transformação em Hulk, ou o próprio título do longa que é a referência mais direta à série. O filme, aliás, se dá ao luxo de explorar as diversas possibilidades estéticas ou narrativas assumidas variadamente nas muitas versões dos quadrinhos. Hulk foi uma das HQ's com mais adaptações diferentes da mesma estória e, talvez, a utilização de outra versão, no filme, do momento em que o protagonista sofre o incidente laboratorial que o transforma em Hulk, seja uma liberdade absorvida pela adaptação cinematográfica dessa característica da estória do herói, a de possuir vários início e versões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral, o tom utilizado nesse novo filme sobre o super-herói verdão é mais adequado que o da versão anterior, por ser mais leve, menos denso, com mais rítmo e não menos dramático, sem, com isso, torná-lo pobre e superficial. Essa mudança bem sucedida confirma que, em certos casos, melhor que utilizar um estilo denso e racional que transforme uma obra pop em uma arte mais rebuscada, é desenvolver o filme dentro de um estilo mais atrativo e coerente à proposta da estória, mas que mesmo assim faça jus ao potencial desta e não duvide da inteligência de seu público. São justamente estas as maiores qualidade de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Incrível Hulk&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-3220261727174016767?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/3220261727174016767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=3220261727174016767&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/3220261727174016767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/3220261727174016767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/o-incrvel-hulk.html' title='O Incrível Hulk'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SH9cDMvCmXI/AAAAAAAAAf4/V0mP_x4P240/s72-c/hulkposter13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-117362986480467760</id><published>2008-07-15T00:48:00.003-03:00</published><updated>2008-07-17T00:58:06.646-03:00</updated><title type='text'>Uma Mídia mais Discreta?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se no "Caso Isabella" eu &lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/05/caso-mdia-na-isabella.html"&gt;discordava&lt;/a&gt; da cobertura excessiva e sensacionalista que extrapolava o limite do bom-senso, tanto por parte dos profissionais de comunicação quanto pelos milhares de receptores; frente a cobertura deste mais novo e triste caso de uma criança atingida pela violência, admito que alguns segmentos de mídia têm feito o seu trabalho de forma mais equilibrada, sensata e buscando encontrar, por trás dessa veiculação, um sentido e uma relevância que vão além do interesse público ou da audiência, mas que procure desvendar o contexto por trás dessa situação. Algo que não aconteceu no primeiro caso, que apenas com mais de um mês alguma discussão rasteira sobre violência doméstica e suas causas fora levantada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso ocorrido no domingo, dia 6, policiais militares foram acusados de disparar pelos menos 16 tiros contra o carro ao qual João Roberto, de 3 anos, se encontrava com sua mãe e irmão. A criança teve morte cerebral logo na segunda-feira, enquanto os dois PM's envolvidos na operação foram presos em um batalhão na Tijuca. Eles afirmaram que estavam trocando tiros com ladrões e negam terem atirado contra o carro em que o menino se encontrava. No meio da semana, o vídeo de segurança do prédio em frente ao ocorrido revelou que os policiais dipararam contra o carro, indicando um erro operacional, e dos grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reportagens sobre o ocorrido apuram os fatos de forma mais cuidadosa, além da habitual tentativa jornalística de comover. O que a princípio era noticiado como um típico caso de violência policial, passou a informar um possível despreparo da polícia, tanto psicológico como operacional. A questão inevitavelmente se aprofundou. A discussão sobre a deficiência dos policiais militares surgiu e vários meios de comunicação optaram por não impor papéis e funções aos personagens dessa história, com o intuito somente de sensacionalizar este, que é mais um fato complexo de nossa sociedade. Até a possibilidade dos policiais realmente terem trocando tiros com ladrões está sendo bem divulgada pela mídia, criando uma verdadeira situação reflexiva que vai para longe da simples comoção, vitimação e da incitação de raiva na população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma forte impressão que essa postura da imprensa nesse caso tenha ocorrido por esse fato caracterizar-se como parte de uma discussão já em pauta desde o ano passado pelo cinema e por outras mídias. Hoje, há uma verdadeira inquietação para se entender a instituição policial brasileira e como esta se encontra, já que ela é fundamental para a manutenção do equilíbrio social, principalmente em um país subdesenvolvido. Fiquei um pouco surpreso com a forma de tratamento da mídia em um caso que poderia ser muito bem explorado, aproveitando o sentimento de revolta induzido, intensamente utilizado pela imprensa no caso de Isabella Nardoni. No entanto, a reflexão sobre as condições da polícia foi quase inevitável de surgir no caso do pequeno João, já que envolvia diretamente policiais militares do Rio de Janeiro. E acredito, a imprensa não se submeteriam a tamanho indiscrição em um caso tão delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a violência no Rio não é novidade, assim como a insegurança atual que sentimos em relação a instuição que deveria nos trazer um mínimo de segurança. Considerando esses fatores, talvez seja mais fácil de entender as diferenças consideráveis que existem entre o Caso Isabella e o de um menino que, infelizmente, será apenas parte de uma estatística tão comum à cidade. Nesse momento, a comovente revolta da massa realmente faz falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então. Será uma mídia mais discreta ou exitem mais pressões por trás da cobertura de um fato como este ocorrido no Rio de Janeiro?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-117362986480467760?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/117362986480467760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=117362986480467760&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/117362986480467760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/117362986480467760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/uma-mdia-mais-discreta.html' title='Uma Mídia mais Discreta?'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-1356263957911912687</id><published>2008-07-12T07:17:00.008-03:00</published><updated>2008-07-14T22:17:29.891-03:00</updated><title type='text'>Wall.E - Primeiras e Sensíveis Impressões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiChOkjPYI/AAAAAAAAAfQ/8_Bh3CXEVfk/s1600-h/walle_06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 124px; height: 176px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiChOkjPYI/AAAAAAAAAfQ/8_Bh3CXEVfk/s400/walle_06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222067275294784898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando escrevo sobre um filme e intitulo o texto de "Primeiras e Sensíveis Impressões", a idéia que tenho, obviamente, é de relatar o que senti e as primeiras impressões vindas do filme. Isso tem sido comum e relativamente fácil de se fazer, mas em si tratando de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall-E&lt;/span&gt;, nas diversas vezes em que comecei a escrever este post me vi buscando um texto mais frio e distante, procurando não explorar e muito menos expor um pouco da experiência bem pessoal que foi assistir a essa animação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que dificilmente uma pessoa que assiste a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall-E&lt;/span&gt; sairá a mesma ou sem um mínimo de reflexão. O filme é emocional, certamente. Mas incrivelmente racional também, como uma mistura magnífica que mais parece Steven Spielberg e Stanley Kubrick na direção de um mesmo filme, protagonizado por Chalie Chaplin. E comparar o robozinho com o ator é mais que um elogio ao trabalho da Pixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall-E&lt;/span&gt; parecia ser uma ousada estória sobre a vida solitária de um robô programado para limpar uma Terra&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiDK-VY8-I/AAAAAAAAAfg/dZtSrJKLfqQ/s1600-h/walle_12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 203px; height: 81px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiDK-VY8-I/AAAAAAAAAfg/dZtSrJKLfqQ/s400/walle_12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222067992490734562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; completamente poluída. No filme, um cenário verdadeiramente angustiante. São quase 30 minutos sem falas, apenas com gestos e rotinas, para então descobrirmos que a estória se trata da paixão entre dois robôs, que no decorrer do filme, abandonam suas diretrizes em prol do "amor". Aparentemente, uma idéia maluca e água-com-açucar, mas a verdade é que trata-se de um cinema de primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O robô Wall-E é um personagem fascinante e irresistível. Não imagino quem possa ignorá-lo e não se comover logo nos primeiros instantes com a alma (isso mesmo) e sensibilidade do robô, que é uma singela homenagem a humanidade. E é isso que o filme de fato acaba por nos mostrar ser, uma homenagem ao homem e sua sensibilidade, e não é à toa que Wall-E guarda em sua casinha improvisada diversas lembranças bonitas e singelas do que foram as pessoas que naquele lugar já residiram. O mesmo indivíduo capaz de destruir o mundo em que vive  e de discriminar o&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiDYF5NpFI/AAAAAAAAAfo/4vHvbG48K5U/s1600-h/walle_11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 83px;" src="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiDYF5NpFI/AAAAAAAAAfo/4vHvbG48K5U/s400/walle_11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222068217858335826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; próximo por pura ignorância, é também aquele que ama, dá as mãos ao outro. O personagem consegue sempre ver o melhor do homem em todo o longa e, curiosamente, ele sempre me pareceu a versão mais pura e inocente deste, ou seja, aquela sem rancor e traumas, que não tem medo de sentir, se emocionar, se apaixonar ou parecer bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, ao assistir Wall-E, pude observar o melhor do que podemos ser, e vendo aquele personagem inserido em um contexto de total destruíção de nosso maior bem, fica clara a mensagem de que somente essa versão de nós é capaz de dar o devido valor. Não demora muito para entendermos o porquê da total poluíção do planeta, quando na metade do filme, Wall-E encontra os humanos e, junto com ele, descobrimos que o homem do futuro não passa de um ser amorfo, ignorante, acrítico, que perdeu até sua capacidade de locomoção por total entrega às facilidades tecnológicas e que, ao primeiro e surpreso contato, todos parecem exibir atenção e simpatia, mas por pura carência e solidão. O filme vai mais além em seus argumentos, tratando do consumismo e da vida cada vez mais envolta de um tecnicismo e por frias diretrizes de um mundo com olhares voltados para valores superficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi possível não me emocionar. Para alguns, o filme funciona como uma verdadeira&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiDnc0GieI/AAAAAAAAAfw/3-PZm-P_PiY/s1600-h/walle_07.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 197px; height: 82px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiDnc0GieI/AAAAAAAAAfw/3-PZm-P_PiY/s400/walle_07.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222068481708952034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; redescoberta do que somos; já para outros, como uma feliz relembrança, enquanto que uma outra parte apenas ignorará, assim como os humanos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall-E&lt;/span&gt;, que vivem deitados pela atrofia de seus corpos em cadeiras flutuantes e com uma espécie de TV (é uma mídia) frente aos olhos, incapazes de olhar para o lado e de sentir algo genuinamente humano e real. Como a paixão de Wall-E por Eva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A Comoção de Courtney&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Já que falei de Wall-E, não vou deixar de comentar a respeito de um curioso caso sobre o filme. Courtney, uma jovem norte-americana, enviou um vídeo para a Pixar que era um registro do que ocorria sempre que assistia ao tease-trailer da animação lançado a meses na internet. Coutney se emocionava, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;inevitavelmente,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt; sempre que via o olhar e escutava a voz do protagonista. Depois disso, a jovem passou a receber e-mails constantes de alguns funcionários da Pixar que ficaram comovidos com o seu vídeo. A equipe acabou convidando Courtney a comparecer na festa de comemoração do lançamento do filme, e lá foi homenagiada pelo próprio diretor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Segundo o namorado de Coutney, que se encontrava também no evento:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;" &gt;"Então [Andrew Stanton] disse: 'Há seis meses, quando o primeiro trailer de Wall.E foi lançado, estávamos apenas na metade do processo de realizar o filme e não sabíamos ao certo como iríamos concluir o projeto. Estávamos exaustos. E aí, um dia, um vídeo apareceu no YouTube mostrando uma garota assistindo ao trailer. E toda vez que o via, ela chorava. Quando vimos aquilo, soubemos que estávamos indo na direção correta'.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;" &gt;Todos no cinema riram deste caso, demonstrando que sabiam do que ele estava falando.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Bem', Andrew Stanton disse. 'Nós convidamos Courtney para estar aqui esta noite.'&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;" &gt;Um burburinho tomou conta do cinema. Quando virei e olhei para minha namorada, ela estava boquiaberta pela surpresa. Andrew Stanton pediu que ela se levantasse e mil pares de olhos se viraram para fitá-la e, então, um ensurdecedor aplauso começou. Courtney ficou parada e, sem saber o que fazer, soprou beijos para os artistas e técnicos que fizeram o filme.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;" &gt;Foi uma das coisas mais emocionantes e surpreendentes que ela já viveu e que já testemunhei. E a Pixar fez isso apenas porque o vídeo dela havia tocado seus artistas, deixando-os otimistas com relação ao filme que estavam fazendo. E eles quiseram retribuir o favor.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;" &gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pixar nunca tentou usar essa história para promover o filme. Eles realmente fizeram isso exclusivamente porque ficaram tocados pela reação de Courtney ao trailer, porque acharam que isto seria algo bacana de se fazer e porque acreditaram que isto agradaria também aos seus funcionários - os quais, pelo que vi, eles tratam com enorme respeito".&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;(trecho extraído do post &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/pv/journal/arquivo.asp?arquivo=1814"&gt;"Pixar, Humanidade, Emoções"&lt;/a&gt; do blog &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/pv/journal/blog.asp"&gt;Diário de Bordo&lt;/a&gt;, de autoria de Pablo Villaça)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O relato completo e o vídeo de Courtney podem ser vistos &lt;a href="http://betteronme.blogspot.com/2007/10/i-watch-walle.html"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E... Bom! O trailer de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall-E&lt;/span&gt;, pra quem estiver curioso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UblUO0LjPUg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UblUO0LjPUg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-1356263957911912687?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/1356263957911912687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=1356263957911912687&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/1356263957911912687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/1356263957911912687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/wall-e-primeiras-e-sensveis-impresses.html' title='Wall.E - Primeiras e Sensíveis Impressões'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHiChOkjPYI/AAAAAAAAAfQ/8_Bh3CXEVfk/s72-c/walle_06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-4329818197641623524</id><published>2008-07-08T00:40:00.008-03:00</published><updated>2008-07-15T00:05:52.566-03:00</updated><title type='text'>Festival de Cinema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHLw5pmSN5I/AAAAAAAAAfA/oOO6G7JCY9w/s1600-h/foto_maira_colunas_guarnice.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 92px; height: 106px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHLw5pmSN5I/AAAAAAAAAfA/oOO6G7JCY9w/s400/foto_maira_colunas_guarnice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220499791285467026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Festival de cinema, pra mim, é igual a festa. E neste último Guarnicê não foi diferente. Mas como estive mais ocupado, não fui todos os dias e não assisti metade dos filmes que concorreram aos prêmios do festival. Mesmo assim, consegui assisti a alguns bons longas-metragens como   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Desafinados &lt;/span&gt;e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/06/via-lctea.html"&gt;AVia Láctea&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos curtas, pude observar algo interessante. Prefiro um bom filme a uma animação, no entanto, nos festivais sempre sou completamente fisgado por alguma animação. Ano passado terminei o evento encantado com o curta cearence &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vida Maria&lt;/span&gt;, já neste ano, foi o paulistano &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pajerama&lt;/span&gt; que me fascinou. O anime narra a estória de um índio que passa por uma torrente de situações inexplicáveis; metais, concretos e sinais da vida moderna surgem misteriosamente na virgem selva brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHLvnkkoYoI/AAAAAAAAAew/FNiakFm7YkU/s1600-h/thumb2_783591d594cb97cb901f8b3abb2de302.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 156px; height: 87px;" src="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHLvnkkoYoI/AAAAAAAAAew/FNiakFm7YkU/s400/thumb2_783591d594cb97cb901f8b3abb2de302.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220498381187080834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panjerama&lt;/span&gt; trata de fatos misteriosos e apavorantes aos olhos do jovem índio. A produção, com o intuito de ressaltar o impacto e estranhamento das situações, utiliza uma trilha típica de suspenses baseada quase que completamente em ruídos, sem abdicar da temática indígena. O resultado é excelente. A forte trilha completa tão bem a idéia do roteiro, que os sinais de nossa modernidade e civilização no meio do universo particular dos índios de um Brasil do século XV lembram facilmente as típicas cenas cinematográficas no qual um homem mantém, pela primeira vez, contato &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHLwY1kbOUI/AAAAAAAAAe4/SrZEOxG--Yg/s1600-h/Pajerama.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 160px; height: 89px;" src="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHLwY1kbOUI/AAAAAAAAAe4/SrZEOxG--Yg/s400/Pajerama.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220499227563211074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;com um ser ou tecnologia extraterrestre. E o melhor, claro, é o caráter hiperbólico do roteiro, que busca no exageiro simbólico da invasão da civilização européia à civilização indígena brasileira, uma forma de exaltar o impacto causado na cultura indígena e no próprio índio da época, quando estes viram seu espaço invadido e destruído.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-4329818197641623524?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/4329818197641623524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=4329818197641623524&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4329818197641623524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4329818197641623524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/festival-de-cinema.html' title='Festival de Cinema'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHLw5pmSN5I/AAAAAAAAAfA/oOO6G7JCY9w/s72-c/foto_maira_colunas_guarnice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-5633848697012857627</id><published>2008-07-06T11:09:00.006-03:00</published><updated>2008-07-07T08:18:16.278-03:00</updated><title type='text'>Lost: Último Post do Ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHDMUClHOWI/AAAAAAAAAd4/D74vFEL2Ffc/s1600-h/Updated_Lost_pic_by_rainierez.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 180px; height: 112px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHDMUClHOWI/AAAAAAAAAd4/D74vFEL2Ffc/s400/Updated_Lost_pic_by_rainierez.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219896612784388450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antes de ser um fã de Lost, fui um telespectador atento como sempre procuro ser e que todas as terças-feiras, às 11 horas, estava presente no sofá a espera de mais um episódio. Foi justamente essa atenção e análise que me levaram a adimirar tanto essa série. Julguei por algum tempo que, por a trama ter cada vez mais espaço de si ocupado pelos mistérios e por todo aquele deslumbrante e criativo pano de fundo, a série esqueceria com o tempo de seus personagens e acabaria desenvolvendo sua estória de forma mais superficial, voltada para ação e mistérios. Eu via isso como um caminho natural, afinal, é fácil se perder em meio a uma estória tão complexa que terá 6 anos de duração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto,  o caminho trilhado é completamente inverso. É adimirável como a série está cada vez mais voltada para os personagens e como tudo que ocorre ali está diretamente relacionado a vida destes, o que me certifica que Lost é de fato um sólido e bem-sucedido projeto. Mais impressionante ainda é ver a densidade com que a série vem se desenvolvendo; os novos, dramáticos e comoventes acontecimentos tem provado e aprovado a capacidade dos roteiristas e diretores de desenvolver essa estória com sensibilidade e delicadeza. Ver, por exemplo, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oceanic's Six&lt;/span&gt; sair da ilha e tentarem seguir suas vidas guardando às duras penas os impactantes fatos do passado é comovente e emocionante, assim como o difícil percurso que estes personagens vêm trilhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;There's no Place like Home - Parte I e II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;embed src="http://widget-73.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=bb&amp;amp;il=1&amp;amp;channel=1585267068852268403&amp;amp;site=widget-73.slide.com" style="width: 400px; height: 320px;" name="flashticker" align="middle"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div style="width: 400px; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=1585267068852268403&amp;amp;map=1" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-73.slide.com/p1/1585267068852268403/bb_t059_v000_s0un_f00/images/xslide1.gif" ismap="ismap" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=1585267068852268403&amp;amp;map=2" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-73.slide.com/p2/1585267068852268403/bb_t059_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" ismap="ismap" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=1585267068852268403&amp;amp;map=F" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-73.slide.com/p4/1585267068852268403/bb_t059_v000_s0un_f00/images/xslide42.gif" ismap="ismap" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto no momento final do último episódio da terceira temporada descobrimos que os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashbacks&lt;/span&gt; de Jack são na verdade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashforwards&lt;/span&gt; de seu futuro fora da ilha,  no final dessa quarta temporada, a grande surpresa é substituída por uma eficiente ação e uma sequência de eventos impactantes durante todo o episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;There's No Place Like Home&lt;/span&gt; tem início com a última cena da terceira temporada, revelando o que acontece após esse momento e mostrando mais uma vez a curiosa propriedade dessa série em resignificar suas cenas ao mostrá-las sobre nova perspectiva, seja por um olhar novo ou por apresentar pedaços a mais. Na ilha ou no tempo que julgamos ser o presente, os personagens estão frente a possibilidade de uma fuga da ilha, quando conseguem localizar o helicóptero para se locomoverem até o cargueiro. Jack e Sawier estão em busca de Hurley, o que ocasiona em mais um debate sobre Fé x Ciência entre Jack e Locke, mas agora com o primeiro levemente balançado em seu ceticismo. O médico, aliás, passa por uma mudança profunda nesse episódio, e o fato dele começar a "acreditar" somente ao ver uma ilha mover-se na sua frente soa bastante metafórico ao ditado "A fé remove montanhas", quando sabemos que parte da autoria do ato foi de John Locke. Descobrimos que Kate e Sayid desenvolvem um plano juntamente aos Outros para pegar Kiemy e sua tropa, além de resgatar Benjamin Linus. A cena da troca de tiros é bem atípica de Lost, mas muito bem colocada na trama; melhor mesmo é a briga "mata-ou-morre" entre os dois veteranos militares, Sayid e Kiemy, em uma cena muito bem editada, considerando o prazo mínimo de filmagem e as possíveis falhas decobertas apenas na pós-produção. Vale destacar também as ótimas inserções dos &lt;i&gt;time-travelling bunnies, &lt;/i&gt;revelando rapidamente, em alguns eventos, a visão de outros personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como sempre, o melhor de Lost fica com o drama de seus personagens. Então, momentos como o de Sawier pulando do helicóptero para diminuir o peso deste e possibilitar o resgate, ou o descontrole de Sun ao ver a morte do próprio marido, são completamente dramáticos e  comoventes. Não menos emocionante é a despedida de Benjamin Linus da própria ilha, já que este nunca mais poderá voltar ao lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo a maioria dos arcos dramáticos abertos nessa quarta temporada, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Place Like Home&lt;/span&gt; é também um episódio que dá quase todas as respostas às questões abertas durante os últimos 12 episódios em relação ao resgate,  fazendo a temporada fechar em si própria com solidez e coerência. Esse final de temporada marca também o momento em que quase não distinguimos o verdadeiro tempo presente, pela proximadidade temporal das cena na ilha com as das cenas dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashforwards&lt;/span&gt;, chegando, ao fim do episódio, a nos fazer acreditar que a última cena, que é teoricamente um flashforward, seja na verdade uma cena do novo tempo presente que a série acompanhará nesta próxima temporada. Eu sei, é uma loucura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Jack Shephard, o Herói Desgraçado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHD0Kc5NM-I/AAAAAAAAAeA/Wg_hNLJcRrU/s1600-h/bscap0008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 398px; height: 222px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHD0Kc5NM-I/AAAAAAAAAeA/Wg_hNLJcRrU/s400/bscap0008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219940428514407394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A princípio, pensei em usar como título "Jack Shephard, o Herói Trágico", porém de trágico Jack não tem nada. O destina não lhe pregou nenhuma peça e nem agiu de modo inexorável na sua vida; ao contrário, o médico cirurgião espinhal sempre teve o poder de decisão e foram justamente as suas escolhas que levaram-no ao seu atual fundo do poço. Três anos após o resgate, Jack se tornou um alcoolátra, depressivo, que se empanturra com os remédios que receita aos seus pacientes. Consumido pela mentira que ele mesmo criou após o resgate e que foi o principal conservador dela, no atual momento da série, Jack faz constantes viagens aéreas de Los Angeles à Sidney esperando que o avião caia no Pacífico. O herói enérgico, obsecado e controlador de um dia, em uma reviravolta enauseante, passou a ser a imagem do descontrole e arrependimento, sofrendo por sua fé tardia e não-cultuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores criações dos idealizadores de Lost foi com certeza a de um herói coerente à nossa época. Diferente do herói épico, que com toda a sua nobreza, honra e bravura, praticava seus heroísmos, Jack é apenas um médico que tem a função de salvar pessoas inerente a profissão. Mas não bastava apenas fazer do personagem um médico para transformá-lo em herói, era preciso criar nele motivações íntimas que o fizesse tomar, mesmo que superficialmente, atitudes heróicas e nobres em uma época de cinismo, em que essas palavras soam piegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas motivações estavam, então, na relação que Jack tinha com seu pai &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHEHvFSIYCI/AAAAAAAAAeI/X5kKkoPu4-k/s1600-h/439px-Christian_ATBCHDI.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 119px; height: 162px;" src="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHEHvFSIYCI/AAAAAAAAAeI/X5kKkoPu4-k/s400/439px-Christian_ATBCHDI.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219961948552585250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;desde a infância, até a morte deste último. Criando sempre uma imagem paterna e inalcançavel de si para o filho, Christian Shephard mexeu e remexeu na auto-estima de Jack, tornando-o num eterno perseguidor da imagem inalcançavel e irreprodutível do próprio pai. Naturalmente, todo filho busca no pai o referencial, e a competitividade na relação paterna é algo comum; no entanto, a imagem denegrida de si e a postura de Christian potencializaram a busca de Jack à uma verdadeira obsessão. Crescendo nessa relação conturbada com o pai, Jack, na primeira oportunidade, toma dele o posto de cirurgião-chefe ao denunciá-lo por alcoolismo no ambiente hospitalar, e indiretamente acaba sendo o principal culpado pela morte do pai. Todas essas atitudes de Jack foram cometidas, não com maquiavelismo e racionalmente, mas quase que inconsientemente, como um Complexo de Édipo da fase adulta, em que o filho tenta tomar o lugar admirável e "intocável" do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHEJyGpeJOI/AAAAAAAAAeg/HqOchrzv9Mg/s1600-h/521px-JackMorge.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 112px; height: 129px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHEJyGpeJOI/AAAAAAAAAeg/HqOchrzv9Mg/s400/521px-JackMorge.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219964199481779426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mesmo conseguindo assumir esse lugar, Jack continua insistentemente correndo atrás de preencher o seu vazio, ainda precisa tomar decisões, salvar, concertar coisas, estar certo, ser o médico perfeito, igual a tudo o que Christian se mostrou ser na infância de Jack e o fez pensar que ele não era e nem poderia um dia ser.  Para o médico, a situação de um acidente aéreo com &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHEJQxRNkZI/AAAAAAAAAeY/ng8SnyZn0KE/s1600-h/040730_lost_vmed_11a.widec.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 94px; height: 141px;" src="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHEJQxRNkZI/AAAAAAAAAeY/ng8SnyZn0KE/s400/040730_lost_vmed_11a.widec.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219963626807202194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;muitos sobreviventes era perfeita, já para os autores, esse era o personagem perfeito que puderia assumir coerentemente a postura de herói. Mas talvez, no fundo, Jack não seja um herói honrado e corajoso, mas uma personalidade dilacerada que busca preencher a si mesmo. Uma busca que o leva a ignorar opiniões de outrem, a possuir uma relação quase doentia com seus pacientes e a querer concertar qualquer situação errada, mesmo que estas devam permanecer assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completamente cético e entregue à respostas científicas, estar na ilha passou ser a fonte de outro conflito para Jack: acreditar ou não nos constantes indícios sobrenaturais. O percurso do médico passa a ser marcado pela ignorância desses fatos inexplicáveis e, unindo isso à luta para conseguir um resgate a todos, o personagem comete erros constantes e toma decisões equívocas, culminando em um resgate trágico ao qual ele foi responsável e que apenas 8 pessoas puderam sair, todas com a consciência doente por saberem que uma maioria ficou e por sustentarem uma grande mentira que, automaticamente, torna a vida pós-resgate pior do que a vida de náufrago. No último episódio da 4ª temporada, vemos esse Jack completamente perturbado, consciente de todos os seus erros, e agora, com uma nova chance de concertá-los. O personagem que antes era odiado por uma metade, apenas aceito por outra e que tinha seu brilho resumido apenas no fato de ser o protagonista, agora revela-se, ao meu ver, um dos mais coerentes e intrigantes da trama, alcançando Jonh Locke e Benjamin Linus, mas nem por isso um dos mais aceitos. E essa característica - possuir um protagonista não tão simpático - faz de Lost uma série um pouco mais incomum.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-5633848697012857627?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/5633848697012857627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=5633848697012857627&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/5633848697012857627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/5633848697012857627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/05/lost-ltimo-post-do-ano.html' title='Lost: Último Post do Ano'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SHDMUClHOWI/AAAAAAAAAd4/D74vFEL2Ffc/s72-c/Updated_Lost_pic_by_rainierez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-5101085466843657210</id><published>2008-07-05T15:01:00.005-03:00</published><updated>2008-07-05T16:02:58.120-03:00</updated><title type='text'>Monografia, Ansiedade e Cinema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eita, momentão! Outro dia estava caminhando normalmente, correndo atrás de cumprir com minhas obrigações, quando simplesmente caio em mim. "Acabou!". Isso mesmo, acabou! Minha graduação em Comunicação Social acabou, está no fim. Tenho cerca de 5 meses para terminar e entregar minha monografia, e finalmente, tornar-me um profissional de comunicação, um Radialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza veio como um choque e cheia de uma forte ansiedade. O famoso "E agora?!" comum às pessoas que se formam já invadia a minha mente e o tempo se transformara em preciosidade, cada segundo passou a ser fundamental na definição dos novos rumos. Há cerca de 5 anos atrás, estava eu em uma simples sala de uma escola de Ensino Médio, muito bem concentrado nos planos que já traçava. Sempre fui assim, planejei tudo o que queria para o meu futuro desde os 17 anos, consegui cumprir alguns, outros realmente parecem estar fora de meu controle, mas não gosto de me entregar para essa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, parecia tudo muito distante, mesmo que eu já desse atenção redobrada aos meus objetivos. Passei de primeira no meu vestibular, entrei no curso de teatro, me formei como Ator, mas veio o primeira dos empecilhos: não consegui transferir meu curso de Rádio e TV para a UFF em Niterói, como eu planejava. Isso só não se revelou algo tão ruím porque eu mesmo me dei conta de que não estava preparado, não era o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, perto de me formar, sinto o tempo correr, tantas coisas a fazer, mas muito otimismo. Confio no meu taco e sei &lt;a href="http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/01/definitivamente.html"&gt;onde quero chegar&lt;/a&gt;. A ansiedade é inevitável, mas enquanto ela me consome, vou ao cinema e "morro" dopado por esse vício saudável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-5101085466843657210?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/5101085466843657210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=5101085466843657210&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/5101085466843657210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/5101085466843657210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/07/ansiedade-cinema-e-monografia.html' title='Monografia, Ansiedade e Cinema'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-4750827834009933799</id><published>2008-06-28T15:38:00.003-03:00</published><updated>2008-07-01T12:14:26.544-03:00</updated><title type='text'>A Via Láctea</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ69XGX4eI/AAAAAAAAAdA/oant401urBA/s1600-h/via-lactea.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 179px; height: 263px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ69XGX4eI/AAAAAAAAAdA/oant401urBA/s400/via-lactea.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216992412946653666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A cidade de São Paulo, como qualquer outra, é um organismo vivo, complexo, que caminha, se desenvolve e integra um conjunto de outros organismos na formação de um outro maior e mais complexo. Essa premissa é trabalhada em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Via Láctea&lt;/span&gt;, porém, com a palavra "organismo" sendo substituída por "universo" - ou galáxia, como a metáfora com a via láctea sugere - , pois esta última, pela sua definição, abrange infitamente um elemento e o torna, além de complexo, caótico. No filme, a Grande São Paulo é um dos personagens, e como tal, interage com todos os outros. É justamente através da interação entre cosmos (micros ou macros) que o filme desenvolve um argumento quase filosófico a cerca das diferentes perspectivas que podemos ter a cerca de cada um desses universos, seja a cidade, personagens ou a relação entre estes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Toda essa idéia é construída no desenrolar da estória de um casal. Heitor (Marco Ricca) é um escritor e professor de literatura, que namora com Júlia (Alice Braga), uma estudante de medicina veterinária e ex-atriz. Em certa manhã, após uma discussão boba entre o casal em que Júlia decide que eles devem "dar um tempo", Heitor toma a decisão de voltar e concertar a relação, mas para isso, tem que atravessar São Paulo, lidando com os mais comuns problemas oferecidos pela cidade, como o trânsito engarrafado e pedintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interagindo com o universo da cidade ao mesmo tempo que se encontra completamente imerso em seu próprio, Heitor é utilizado pelo roteiro como o principal ponto&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ7RdYv_7I/AAAAAAAAAdI/yiNCjit0TQE/s1600-h/via-lactea03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 170px; height: 114px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ7RdYv_7I/AAAAAAAAAdI/yiNCjit0TQE/s400/via-lactea03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216992758231728050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; de partida e o referencial para a reflexão do público. Através do personagem, entendemos a relatividade da importância de seus problemas; então, se para Heitor a preocupação em retomar com a namorada é maior que tudo, quando o olhamos sob uma perspectiva mais abrangente - como quando o comparamos ao caos de um cidade como São Paulo ou à própria magnitude da Via Láctea - percebemos a insignificância do problema do personagem. Da mesma forma, as preocupações de Heitor se tornam infinitamente grandes quando as percebemos sob a perspectiva do verdadeiro "universo" que é a relação entre Heitor e Júlia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicada em desenvolve as personagens nos primeiros momentos do filme, a direção de Lina Chamie foi eficiente ao perceber que Heitor deveria ser um personagem central ao qual público deveria se identificar, servindo como uma referência, já que posteriormente este seria submetido a um processo comparatório, no qual suas experiências seriam percebidas por nós de acordo com a perspectiva proposta pelo filme. Um vez que o público assume a postura de Heitor, o roteiro e a direção partem para a construção dessas diferentes perspectivas. Ora olhamos a pertubação e ansiedade de Heitor para reencontrar Júlia como um grande problema, ora o vemos como apenas um "nada" em meio ao caos de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ71B8XPCI/AAAAAAAAAdQ/emZ6OYX8OKI/s1600-h/681.jpg.310x249.thumb.axd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 139px; height: 116px;" src="http://bp3.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ71B8XPCI/AAAAAAAAAdQ/emZ6OYX8OKI/s400/681.jpg.310x249.thumb.axd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216993369340197922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais interessante ainda é a forma que o roteiro encontrou de mostrar como o universo que é a cidade de São Paulo pode ser resignificado se o obsevarmos pelo ponto de vista de Heitor. Em certos momentos, é quase interpretável que a cidade se comunica com o personagem, mas na verdade, estamos tão imersos na visão de Heitor, nesses instantes pontuais, que, assim como este, intepretamos tudo que acontece no cosmo maior que é São Paulo como se fossem fatos estritamente ligados a relação de Heitor e Júlia. Então, quando o professor olha uma mensagem romântica em um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outdoor&lt;/span&gt; eletrônico, este é levado automáticamente a lembrar de Júlia. E o filme é competente em aparentar que a cidade&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGaDzWEDnFI/AAAAAAAAAdw/REZ_lcOR4WQ/s1600-h/0,,9630867,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 166px; height: 122px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGaDzWEDnFI/AAAAAAAAAdw/REZ_lcOR4WQ/s400/0,,9630867,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217002136474459218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "age" intensionalmente, assim como às vezes achamos que os fatos do nosso dia-a-dia querem nos dizer algo. Nos levando a observar por alguns segundos a Via Láctea, o filme nos faz quase esquecer da existência tão complexa que é a relação do casal, já que a imensidão da galáxia indiretamente sugere isso, num momento em que o roteiro praticamente completa a sua idéia. Paradoxalmente, somos levados a perceber a vida também por um olhar bem singelo em outro momento, quando a câmera assume subjetivamente a visão do gato de estimação de Júlia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ8i-s23DI/AAAAAAAAAdg/FRGQdFrnSR0/s1600-h/a_via_lactea_4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 176px; height: 124px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ8i-s23DI/AAAAAAAAAdg/FRGQdFrnSR0/s400/a_via_lactea_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216994158743837746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O princípio de tudo, o romance de Heitor e Júlia, é também muito bem desenvolvido nos primeiros minutos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Via Láctea&lt;/span&gt;. Escolhendo uma edição recortada e complexa, presenciamos primeiro a discussão do casal, para depois vermos como se conheceram e os dias em que estes estiveram felizes. Os melhores momentos do filme, no entanto, ficam mesmo com as descrições em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off&lt;/span&gt; que os personagens fazem um do outro utilizando o linguajar típico de suas profissões (parte fundamental na composição do universo de cada um), dessa forma, enquanto Júlia descreve Heitor com um olhar veterinário e científico, Heitor faz o mesmo com Júlia, mas com um olhar poético, tornando esses momentos incrivelmente cômicos. A atuação da dupla, aliás, é impecável. Particulamente, acredito que&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ8Ma9rhzI/AAAAAAAAAdY/IGQ6Z3ThiVM/s1600-h/a_via_lactea_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 179px; height: 125px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ8Ma9rhzI/AAAAAAAAAdY/IGQ6Z3ThiVM/s400/a_via_lactea_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216993771193599794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Marco Ricca seja um dos atores brasileiros mais carismáticos na ativa no cinema nacional, enquanto que Alice Braga, além de bela, é muito convincente e profissional, sempre mostrando saber lidar com personagens secundários, entendendo a importância destes e, consequentemente, obtendo êxito ao criá-los. Além da sensação constante de que Heitor pode perder Júlia, Braga consegue em poucos instantes e sem nenhuma palavra nos mostrar o quanto o relacionamento significa para a personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ-jVJPl_I/AAAAAAAAAdo/2ujRHOpB8tA/s1600-h/200507121-200581-interno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 112px; height: 146px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ-jVJPl_I/AAAAAAAAAdo/2ujRHOpB8tA/s400/200507121-200581-interno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216996363791734770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com algumas cenas filmadas no importante &lt;a href="http://teatroficina.uol.com.br/"&gt;Teatro Oficina&lt;/a&gt;, tentei olhar ao máximo para o cenário, afim de contemplar a visita surpresa, que quase esqueci a cena que se passava. Com a participação deste, que é um dos &lt;a href="http://teatroficina.blog.uol.com.br/"&gt;maiores símbolos do teatro nacional&lt;/a&gt;, o filme ganhou valores altíssimos em meu .Ponto-de-Vista. . E é esse aspecto de dialogar com as outras artes que torna &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Via Láctea&lt;/span&gt; um filme mais admirável. A importância dedicada a trilha sonora do filme, que explora uma variedade imensa de gêneros musicais, influenciando pontualmente nas emoções dos personagens, é tão grande quanto a relevância dada a fotografia. Esta última, então, é parte fundamental na apresentação da cidade, com belíssimos quadros e imagens de São Paulo, e uma aparência quase sempre nublada, alternando com as cores mais quentes dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashs&lt;/span&gt; mais românticos sobre o casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrando o filme ainda dentro da temática proposta por este, os créditos nos são mostrados de maneira criativa, no qual cada um dos nomes da equipe surgem de dentro do nome anterior, seguindo a raciocínio lógico desenvolvido pela estória. E nada mais legal e generoso da parte da diretora Lina Chamie do que não intitular-se como a dona do filme, na típica frase "Um filme de...", mas responsabilizando, nos créditos, a equipe como um todo pela criação desse belíssimo longa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-4750827834009933799?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/4750827834009933799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=4750827834009933799&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4750827834009933799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4750827834009933799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/06/via-lctea.html' title='A Via Láctea'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SGZ69XGX4eI/AAAAAAAAAdA/oant401urBA/s72-c/via-lactea.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37769012.post-4088087008680171030</id><published>2008-06-22T22:42:00.004-03:00</published><updated>2008-06-24T11:07:13.705-03:00</updated><title type='text'>Sex and the City</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF79Cqp3bOI/AAAAAAAAAcQ/vkczQ-ZfeOc/s1600-h/sex-and-the-city-movie-post1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 162px; height: 222px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF79Cqp3bOI/AAAAAAAAAcQ/vkczQ-ZfeOc/s400/sex-and-the-city-movie-post1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214883640793066722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde que passei a ter acesso a TV a cabo, à intenet ou a conversar com pessoas que acompanham um pouco da TV norte-americana, ouvi constantemente a respeito da fomosa série &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and the City&lt;/span&gt;, e muito bem. Como alguém que desfruta um pouco dessa teledramaturgia, sempre tive um mínimo de curiosidade, mas não a suficiente para baixar a série pela internet, já que não possuia o canal ao qual era exibida. Com o lançamento do filme, foi mais que normal o retorno da velha curiosidade pela estória, agora mais forte por querer entender os motivos que levaram-na a ser adaptada para o cinema. Bom! Finalmente assisti, e vejo apenas um motivo para essa adaptação: bilheterias. Popular como foi enquanto série, e contendo uma estrutura e estória semelhante às bem-sucedidas comédias-românticas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and the City&lt;/span&gt; sempre teve o potencial para torna-se um sucesso na telona. No entanto, a parte triste dessa história é que se o filme fosse uma espécie de episódio piloto da série, eu a esqueceria pouco tempo depois e viria a assistí-la apenas por acaso, em um desses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tours&lt;/span&gt; pela TV a cabo. E tenho a plena certeza que as mulheres que estiverem lendo este texto estão argumentando que eu não entendo nada do universo feminino, e eu rebato: às vezes realmente não entendo as mulheres, mas se critico o filme, faço-o justamente para defender o universo feminino, pois sou convicto de que este seja mais rico que o mundo de Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha, ao qual pude visitar durante excecivas duas horas e meia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Baseada no livro de Candace Bushnell e de mesmo nome, a série foi produzida entre 1998 e 2004 pela HBO e exibida no próprio canal (no Brasil, a série foi exibida pelos canais Multishow e Fox Life). A estória se passava em Nova Iorque e contava o dia-a-dia de quatro amigas através do olhar da simpática Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), focando nas relações íntimas e nos problemas tipicamente femininos das quatro quase-coroas (uma já é!), com cada episódio  tematicamente organizado segundo as matérias escritas por Carrie na sua coluna do jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF79eQ5MSuI/AAAAAAAAAcY/htsBzh4GFiY/s1600-h/0,,12039324-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 187px; height: 132px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF79eQ5MSuI/AAAAAAAAAcY/htsBzh4GFiY/s400/0,,12039324-EX,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214884114914364130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; New York Star&lt;/span&gt;. O filme, que mostra o pós-seriado, tem início com um reencontro das quatro amigas. A partir daí, acompanhamos novas aventuras amorosas, nas quais Carrie Bradshaw decide se casar, Charlotte York (Kristin Daves) tenta ter seu primeiro filho, Miranda Hobbes (Cythia Nixon) enfrenta problemas com o casamento que 'esfriou', enquanto que Samantha Jones (Kim Cattrall) parece cada dia mais desestimulada com o casamento e seduzida pelo vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil encontrar o culpado pelos equívocos ideológico de um filme baseado em uma série de TV que é baseada em um livro, sem ter assistido ao segundo e lido o último; não seria justo, pois não sei que tipo de modificações foram feitas na adaptação de um livro para uma série. Mas como o produtor/direto/escritor da série assume as mesmas funções no filme e possuíndo este a capacidade de melhorar a obra, posso atribuir-lhe culpa parcial pelos erros e acertos de seu primeiro longa-metragem. Trantando o universo feminino como se este fosse resumido apenas a grifes, amor (diga-se "caça ao príncipe encantado") e mimos, Michael Patrick King desenvolve o filme aos moldes de uma comédia-romântica. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and the City&lt;/span&gt;, enquanto tal gênero, até diferencia-se por fugir dos clichês e estar mais centrado nas aventuras sexuais e românticas dessas mulheres, deixando o par romântico condutor da estória de lado e evitando o clímax típico que envolve o moço correndo atrás da moça, antes que esta fuja de vez da sua vida (ou de Estado, como elas costumam fazer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o filme passa maior parte de seu tempo preocupado em nos mostrar o cotidiano consumista das personagens, que estão sempre preocupadas com suas roupas, jóias e homens. Como se estes fossem as maiores motivações de suas vidas, nem sequer somos bem apresentados às profissões de cada uma, tornando-as, a princípio, em figuras bobas e superficiais. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7-ZJeO_jI/AAAAAAAAAcg/_rjY9Y7OfE8/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7-ZJeO_jI/AAAAAAAAAcg/_rjY9Y7OfE8/s400/images.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214885126534528562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A personagem de Parker, em especial, parece estar sempre preocupada em ter um belo e grande guarda-roupas para colocar suas infinitas vestimentas. Dessa forma, com quase meia hora de projeção, nenhum conflito é estabelecido, a não ser a disputa das personagens por uma jóia em um leilão ou a procura de Carrier e seu noivo por um grande apartamento em Nova Iorque. E não bastasse o "cotidianísmo" fútil da trama, somos obrigados a encarar toda aquele estilo de vida como se fosse o ideal de vida femino, como se todas as mulheres que se prezem tivessem que ser  caçadoras do homem perfeito e loucas por roupas de grifes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até este ponto, está tudo bem, existem muitos filmes que pregam ideologias e modos de vida um tanto acefálicos. Mas o que há de mais ofensiva e nociva é a pretensa imagem do filme como se este fosse um produto que tratasse transparente e prioritariamente da vida feminina: seus problemas e conflitos; enquanto, na verdade, o faz em apenas alguns momentos pontuais do longa. Essa pseudo imagem atrelada aos valores deturpados que o filme prega, como consumismo exacerbado, um romantismo cego e a idéia errônea de sucesso, são capazes de confundir o telespectador menos desinformado. Admiro-me que, mesmo no atual contexto, em que as mulheres buscam sua liberdade e respeito, uma série com esse conteúdo (caso seja igual ao filme), que limita tanto as mulheres a escravas da necessidade de um homem e a pessoas inúteis que em nada se interessam pela realidade - a não ser, por modas e grifes - tenha feito tamanho sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, por trás da suposta mulher moderna de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; the City &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;refiro-me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; apenas ao filme&lt;/span&gt;&lt;span&gt;)&lt;/span&gt;, que fala livremente sobre sexo e aparenta ser mais independente do que nunca, há mulheres mimadas e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7-rUN7N2I/AAAAAAAAAco/tS_zydn528g/s1600-h/0,,12181153-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 195px; height: 121px;" src="http://bp0.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7-rUN7N2I/AAAAAAAAAco/tS_zydn528g/s400/0,,12181153-EX,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214885438656558946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; imaturas, que não conseguem visualizar seu sucesso senão estando ao lado de um bom-partido (e que tenha um bom dote - interprete como quiser), que vivem frustradas e são incapazes de encarar situações difíceis com o mínimo de inteligência, sempre dramatizando excessivamente. Então, quando por acaso alguma dessas é traída ou abandonada no altar, a única atitude cabível na mente miúda dessas personagens é ignorar completamente o companheiro, como se este não merecesse expor o seu lado ou parecer para elas como uma pessoa que possue fraquezas - Claro! O homem têm que ser perfeito na lógica dessas quarentonas. Mais absurdo ainda é a definição entre homens bons e homens maus que rodeia a cabeça das personagens, reduzindo estes a uma simples dicotomia, assim como a vida destas a algo semelhante a um conto de fadas, quando acreditam que o homem bom e perfeito vai aparecer um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7-7hr3J9I/AAAAAAAAAcw/GHer0i7I_7A/s1600-h/1410_satc_lg_s.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 182px; height: 122px;" src="http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7-7hr3J9I/AAAAAAAAAcw/GHer0i7I_7A/s400/1410_satc_lg_s.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214885717149689810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há no filme, porém, qualidades inquestionáveis, como o humor constante e bem elaborado, extraído de situações simples e geralmente beneficiadas pelas boas atuações. Há cenas hilárias, como a de Carrier que, ao descobrir algo desagradável em uma festa de dia dos namorados, tem sua saída dramática dificultada pelos enfeites da festa; ou então, o momento em que a mesma personagem, necessitando urgentemente de um celular e recebendo um I-Fone no lugar, descobre não saber usar o aparelho. Novamente "porém", as tiradas cômicas em certos momentos ultrapassam o limite do bom senso e caem em piadas bobas como as personagens; então, situações como a de Charlotte York (Daves), passando por séria crise intestinal, soam fortemente forçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poucos momentos dedicados a Charlotte York durante o filme, Kristin Daves pouco pode fazer, e sua personagem, que a princípio parecia-nos expontânea e simpática, aos poucos soa irritante e artificial, protagonizando alguns dos momentos mais constrangedores do filme - em algumas cenas,  a atuação de Daves pouco condiz com o clima da situação proposta. Já Sarah Jessica Parker, parece a vontade com sua personagem, sabendo lidar muito bem com as cenas cômicas; enquanto isso, Kim Cattrall toma, com sua personagem Samantha Jones, o posto abandonado por Kristian Daves; e Cythia Nixon faz de Miranda Hobbes a personagem mais complexa do grupo, pois, aparentando, a princípio, ser a mais séria e racional, aos poucos presenciamos as atitudes mais imaturas e impulsivas da personagem, o que não deixa de ser uma curiosa contradição. Quanto ao elenco secundário, o ator David Eigenberg faz um ótimo trabalho com seu carismático Steve Brady, enquanto Evan Handler, interpretando Harry, é insistentemente ignorado pela câmera, como se esta estivesse evitando revelar a limitada beleza do ator, chegando a constranger com alguns cortes de fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt; Mesmo que adiando excessivamente o reencontro entre o casal principal da trama e prolongando a estória, o filme possui um desfecho até interessante para alguns personagens, assumindo pelo menos por esses instantes aquilo a que se propõe sempre e quase nunca cumpre, ou seja, trabalhar o universo feminino. Lembro que pude ouvir um coro feminino suspirando um&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7_Qds9gGI/AAAAAAAAAc4/JN8dKB4x1gU/s1600-h/sitc.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 152px; height: 152px;" src="http://bp2.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF7_Qds9gGI/AAAAAAAAAc4/JN8dKB4x1gU/s400/sitc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214886076857811042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "ownnnnnnnnnn!" tipicamente americano, quando um personagem presenteia inesperadamente sua amada Carrie com a cobertura de um apartamento em Manhattan, logo no início do filme, revelando o envolvimento e a identificação do público com as personagens. Tenho certeza que a maioria das mulheres achará tudo isso muito lindo e aplaudirá o filme achando que este é sincero ao universo da mulher, não percebendo que, por trás da suposta mulher moderna de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and the City&lt;/span&gt;, há um estilo de vida, que se seguido por qualquer uma, nada mais serão do que mulheres com quadros de histeria, constantes frustrações, carência excessiva e comportamentos imaturos (tudo em grande estilo e elegância); e claro, não posso negar, um belo e cheio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;closet&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37769012-4088087008680171030?l=ponto-d-vista.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/feeds/4088087008680171030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37769012&amp;postID=4088087008680171030&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4088087008680171030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37769012/posts/default/4088087008680171030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ponto-d-vista.blogspot.com/2008/06/sex-and-city.html' title='Sex and the City'/><author><name>Rafael Carvalhêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01538093937454284322</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09203926542154869492'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_wYuTTNQAEUk/SF79Cqp3bOI/AAAAAAAAAcQ/vkczQ-ZfeOc/s72-c/sex-and-the-city-movie-post1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry></feed>